Autor: cordellibertario

  • [Argentina] Chamada para o V° Encontro Social desde abaixo e por fora do Estado


    Estimados companheirxs:

    Para participar do V° Encontro Social desde abaixo e por fora do Estado a realizar-se na cidade de Entre Ríos no mês de setembro (14 e 15) necessitamos que enviem um e-mail a encuentrodesdeabajo@gmail.com detalhando:

     • Organização social a que pertencem e espaço em que se desenvolvem.

     • Lugar de onde viajam.

     • Quantidade de companheirxs que vão participar do encontro.

    Uma vez recebido o e-mail se enviará uma planilha de inscrição e toda a informação necessária para participar.

    Anexamos a este e-mail um convite e caracterização do Encontro Social.

    Convite:

    V° Encontro Social desde abaixo e por fora do Estado

    Temos o prazer de convidá-lx para o espaço que nos damos um conjunto de organizações sociais no país: O Encontro Social Desde Abaixo e por fora do Estado, que neste ano se realizará nos dias 14 e 15 de setembro de 2013.

    Desde algum tempo, militantes organizados em diferentes províncias e localidades, nos encontramos, a partir de Jujuy até a Tierra del Fuego, a partir de Buenos Aires a La Rioja, já que decidimos fazer nosso lugarzinho xs exploradxs do trabalho, xs excluidxs do bairro, xs deserdadxs do campo, xs originárixs da terra, xs marginalizadxs da educação… xs de abaixo, necessitamos juntarmos-nos uma vez mais, este ano mais que nunca, tendo em conta que os de acima tem hegemonizado os discursos sobre a democracia e desperdiçado todo tipo de recursos em seu golpe eleitoral.

    Assim como o fizemos em novembro de 2010 em José C. Paz (província de Buenos Aires), em abril de 2011 em Rosário, em dezembro de 2011 em Chaco, em 2012 em Córdoba, neste encontro nos juntaremos para debater em oficinas e em plenária a forma de multiplicar e fortalecer os espaços de resistência do qual fazemos parte. Sem irmos atrás de qualquer proposta eleitoral nem recorrermos ao Estado, nestes momentos de definição e luta devemos marcar uma postura que só beneficie xs de abaixo. Como já o fizemos na campanha “Os Políticos Não Servem“, temos que aprofundar e multiplicar relações e as ações que viemos levando adiante em cada localidade para conseguir essa mudança que tanto almejamos, desde abaixo e por fora do Estado, com esforço e militância.

    Como sempre dizemos, estamos em busca de um mundo mais justo onde haja possibilidades para todos e todas. Para isto nos organizamos SEM líderes NEM chefes, NEM DEPENDÊNCIA de nenhum partido político, nem governo algum. Para que nossos filhos cresçam livres em um mundo melhor e mais são.
    Nossa luta é para alcançar a dignidade humana sem que ninguém seja privilegiado sobre o resto. Nossa luta não quer pessoas que mandem e pessoas que obedeçam, senão pessoas que participem de igual a igual.
    Nossa luta é por liberdade!

    Bem vindos ao V° Encontro Social desde abaixo e por fora do Estado – setembro de 2013, Entre Ríos. Em breve enviaremos circular com a info necessária para chegar ao lugar e organizar a estadia, bem como a ficha de inscrição.

    Te esperamos!

    Arriba lxs que lutam!

    Comissão Organizadora do V° Encontro Social desde abaixo e por fora do Estado

    Tradução > Caróu
    agência de notícias anarquistas-ana

    Mensagem no ar
    Tributo à minha saudade —
    Sabiá-laranjeira
    Neiva Pavesi
  • [Grécia] Liberdade para os Lobos do Norte


    Na noite de quinta-feira, dia 11 de julho, policiais invadiram a okupa anarquista Nadir, roubando equipamentos, provocando danos e prendendo um camarada. Ao mesmo tempo, outro grupo de brutamontes uniformizados prendeu outro camarada na área de Stavroupoli, Tessalônica.

    Não iremos falar sobre “ações judiciais injustas”, sobre “o clima de terror contra aqueles que lutam”, nem mesmo sobre o “novo totalitarismo” e coisas do gênero. Sabemos que nada disso é novo. Estas são simples fotografias da antiga guerra entre dois mundos incompatíveis: de um lado, o mundo repugnante da Autoridade, das massas submissas e do abismo social; do outro, os insurgentes anarquistas, os lutadores insubordinados da Negação, aqueles que não se curvam perante ninguém.

    Não falaremos nem mesmo sobre os outros. Os que se sentem secretamente felizes e aliviados nestes dias. Agora não é a hora nem o local para fazê-lo. Eles devem ter em mente, no entanto, que chegará o momento de falar sobre tal assunto.

    Nós iremos falar sobre nossos irmãos. Por todos aqueles que desprezam o conforto da luta social intra-sistêmica e jogam a si mesmos, sorridentes, luta adentro. Por todos aqueles que se associam à guerra anarquista e na insurreição contínua utilizando diferentes meios e de diferentes baluartes.

    Nós iremos falar sobre os camaradas da rede FAI/IRF [Federação Anarquista Informal], sobre os guerreiros da ALF [Frente de Libertação Animal] e ELF [Frente de Libertação da Terra], sobre os ilegalistas convictos, sobre os ladrões de banco, e também sobre aqueles lutadores dos quais talvez estejamos separados ideologicamente, mas com os quais nos encontramos juntos atrás das barricadas nas ruas e nas trincheiras.

    Nós iremos falar sobre amor e solidariedade entre camaradas. Sobre a não-negociável e intransigente solidariedade, que é forjada à fogo e não através das lamúrias humanistas  de democratas de cores quaisquer.

    Para nós, não importa se nossos camaradas, que foram capturados quinta-feira, fizeram aquilo que estão sendo acusados. Porque sabemos que este caminho não começa e não termina com a luta armada, e talvez nunca atinja tal ponto. É um caminho de consciência que todos nós escolhemos, muito tempo atrás…

    Solidariedade aos dois irmãos presos e os camaradas da Nadir!

    Liberdade para todos os anarquistas presos de guerra e para todos os rebeldes irredutíveis!

    Vida longa à Internacional Negra!

    Nem um passo a atrás!

    Fúria e consciência!

    Projeto Anarquista A-politiko

    Tradução Anarquista/publicação do projeto Erevos

    Projeto Anarco-niilista Parabellum

    Fronte de Consciência Anarco-niilista para a difusão do Negativo

    Tradução > Malobeo

    Notícia relacionada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    umidade de orvalho
    na folha verde da manhã
    brilho de sol nas gotas

    Marland
  • [França] 1993-2013: 20 anos sem Léo Ferré


    Morrer, num 14 de julho – não havia outro dia para que Léo Ferré o fizesse! E, em julho de 2012, Max Leroy nos propôs seu primeiro texto¹: um livro que inscreve Léo Ferré na longa tradição anarquista. À ocasião desses dois aniversários, o Ateliê de Criação Libertária [Editora] vos propõe de obter tal obra sob diversos formatos:

    • A versão em papel, por 12 euros.

    • A versão ebook (diversos formatos possíveis) por 4 euros: poderá ler ainda o livro no tablet, smartphone, computador .

    • A versão em papel + versão ebook por apenas 1 euro a mais: por 13 euros, você terá o prazer de ter entre as mãos o livro… e de o ter também no seu tablet, smartphone e computador.

    E, sobretudo, não se esqueça de escutar ou reescutar as canções do “pai” Ferré, elas não vão no pacote!

    Lágrimas Libertárias – Política de Léo Ferré

    Max Leroy – 154 páginas

    O cantor é conhecido: nenhuma necessidade de reapresentá-lo. Mas quem foi o poeta e o escritor? E mais particularmente o escritor político da Irlanda do Norte à queda de Allende, da guerra da Argélia à ditadura Franquista, Léo Ferré foi uma testemunha crítica do seu tempo. Se ele hesitou em se considerar como um “militante”, sua obra e sua vida testemunham todo tempo um engajamento contínuo. É este engajamento, inscrito na longa tradição anarquista que é posto à prova ao longo de todo seu livro. “Homens de pé não se deitam a não ser para morrer”, disse um dia.

    Se o homem morreu, o poeta demora a esvanecer, seus versos batem à porta de nosso tempo.

    [1] Em 2013, Max Leroy tornou a nos apresentar Jean Sénac, “poeta, socialista, anarquista, revolucionário, cristão incrédulo, homossexual… “; nascido pé-negro (pied-noir: filho de franceses nascido na Argélia) e filho espiritual de Camus, ele tomou pra si a causa da independência da Argélia. Uma Argélia para todos: árabes, berbéres, kabyles, judeus ou europeus. Ele predisse que seria assassinado, e foi encontrado nas favelas de Argel, rua Eliseu Reclus, o crânio fraturado e o corpo repleto de cortes de faca. Cidadão do Vulcão – Epitáfio para Jean Sénac.


    Tradução > TAZ

    agência de notícias anarquistas-ana

    olhos dos meninos
    as luzes do pisca-pisca
    se multiplicaram

    José Marins
  • Eventos anarquistas pelo mundo


    [Na sequência, informações curtas de alguns eventos anarquistas que estarão acontecendo nos próximos dias mundo afora, que buscam estimular a organização, a luta, a solidariedade, a discussão e a reflexão como formas de combate às várias faces da autoridade.]

    Ucrânia

    O “Festival Anarcofeminista da Crimeia” será realizado de 13 a 17 de julho, num acampamento rural, objetivando a troca de experiências, ideias e o fortalecimento dos trabalhos em rede, entre grupos anarcofeministas de diferentes países da Europa, principalmente de ativistas da Ucrânia, Rússia, Bielorússia e Polônia. O programa do encontro inclui palestras, debates, oficinas, treinamentos, estratégias, mostras e festas.

    Espanha

    A “Primeira Feira do Livro Anarquista na Guarda“, na Galícia, foi marcada para os dias 19, 20 e 21 de julho. A feira traz lançamento de livros e revistas, exibição de documentário, teatro, almoço vegano… Durante todo o evento haverá um espaço para a exposição de material antiautoritário, assim como um espaço de bebidas e comidas a preços populares e outro para acampamento.

    Filipinas

    De 22 a 26 de julho, acontece o “Anarkiya Fiesta“, na Universidade Politécnica das Filipinas, em Manila. Um festival com cinco dias de atividades anarquistas. Na programação: fórum de discussão e apresentações culturais, comida livre fornecida pelo Food Not Bombs (Comida Sim Bombas Não), impressão DIY  (Faça Você Mesmo) de camisetas, oficinas de cozinha vegetariana, exposição de fotos e arte, apresentação de slides, maratona de cinema, sessão de yoga, oficina de autodefesa, entre outras coisas.

    México

    A “Segunda Feira do Livro e Publicações Anarquistas de Guadalajara” acontece em 26 e 27 de julho, na Casa Arcol. Palestras, lançamentos editoriais, recital musical, apresentação de zines, entre outras coisas, estão na programação do encontro. Todos os dias haverá exposição e venda de material literário relacionado ao anarquismo, dos diferentes projetos editoriais locais.

    Venezuela

    Nos dias 26, 27 e 28 de julho será realizado o “Segundo Encontro Anarcopunk” da cidade de Mérida. O evento, uma espécie de acampamento libertário de final de semana, terá palestras, concertos, cabaret de circo, exibição de filmes, oficinas e festa.

    França

    A CNT francesa está organizando o “Festival e Encontro Libertário com Lucio, o Irredutível“, nos dias 27 e 28 de julho, em Haut-Jura. Dentre as atividades programadas, com a presença de Lucio, debates, projeção do filme sobre ele (“Lúcio anarquista, assaltante, falsificador, mas sobretudo pedreiro”), bufê com preço livre. Lucio é um veterano anarquista, que conseguiu roubar milhões do National Bank (agora Citibank) e investir o dinheiro em causas que acreditava.

    Itália

    Anticlericalia“. Uma jornada de festa com debates, mostra de filmes, música, apresentação editorial (“L’anarchia Cristiana di fra Dolcino e Margherita“) e comida (com vinho direto da sacristia), em 29 de julho, em Milano. Organização: Ateneu Libertário de Milano, Cascina Autogestita Torchiera Senz’acqua.

    agência de notícias anarquistas-ana

    Nas águas do mar
    Águas-vivas flutuam
    Tranquilamente…

    Miranda
  • [Grécia] Mega operação policial em Tessalônica prende dois anarquistas

    Na última quinta-feira, 11 de julho, à noite, dois anarquistas foram presos em Tessalônica após gigantesca operação das forças de repressão gregas. A polícia invadiu a ocupação anarquista Nadir, destruindo parte da infraestrutura do espaço, confiscando diversos materiais de propaganda e prendendo um companheiro que se encontrava no local. O outro anarquista foi preso no bairro de Stravroupoli. Ambos são acusados, especificamente, de participação no Projeto Fênix (grupos de guerrilha urbana anarquista).

    Ao mesmo tempo, houve uma operação orquestrada da mídia com os mesmos jornalistas que andam lado a lado com a polícia. No jornal Vima, por exemplo, lugares particulares e um companheiro específico foram retratados por meio de fotografias.

    Na tarde de sexta-feira (12), os policiais realizaram um pronunciamento desprezível.

    Acusações graves foram atribuídas sem conexão com a “evidência” confiscada. Há uma acusação por “posse de explosivos” sem que tenham encontrado explosivo algum.  Em um delírio estúpido, os policiais também incluíram em seu pronunciamento uma ação em um hotel de Jakarta, na Indonésia. Obviamente, estão testando nossos limites, os limites de todas as camadas sociais, enforcando-as até que encontrem resistência.

    A cena se repete: policiais prendem camaradas, conhecidos ou não, os carregam de acusações graves de terrorismo e – como um modismo – anarquia, acusações que não são acompanhadas de evidências ou achados, seguido pela exposição dessas pessoas, de seus amigos, parentes, e finalmente, serão chamados após anos na prisão, para provar ao tribunal que não são elefantes, e que não fizeram aquilo que dizem as acusações.

    Infelizmente, o totalitarismo que cresce em todo canto irracionalmente, e a arbitrariedade, tendem a se tornar uma regra. E a regra só pode ser seguida por meio do hábito, da apatia, e da indiferença.

    Os presos em Tessalônica foram transferidos para Atenas, para GADA (o covil da polícia de Atenas), visto que suas acusações também incluem participação em organização terrorista e especificamente uma tentativa de os conectarem ao grupo de guerrilha urbana Conspiração das Células de Fogo (CCF), o que significa que em breve receberão a visita de um interrogador encarregado do caso CCF.

    Logo após os incidentes em Skouries, que incluem prisões, espancamentos, confrontos (como o dos professores no Ministério da Educação), ataque dos machões brutamontes da Polícia Delta na intervenção por Kostas Sakkas, e o ataque conjunto de policiais e neonazistas no espaço social “Synergio” em Ilioupoli, o Estado grita “eu estou e estarei aqui”.

    O ministro da segurança e da opressão, Dendias, logo após o pronunciamento dos policiais sobre as prisões em Tessalônica, lembra que o Estado realmente é: opressão e “unidade nacional”.

    Nenhum refém nas mãos do Estado.

    Solidariedade a todos aqueles que se revoltam.

    Segurem firme: nós estamos com vocês.

    Notícia de última hora…

    Hoje, 15 de julho, foi concedido o pedido de libertação do anarquista Vaggelis Stathopoulos. Ele havia sido condenado no caso Luta Revolucionária. Sua prisão foi substituída por medidas cautelares: 2 mil euros de fiança, obrigação de se apresentar a cada duas semanas na delegacia de polícia mais próxima e proibição de sair do país.

    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    Só uma metade…
    Quem foi que escondeu
    O resto da Lua?

    Maria Helena Lourenço Tavares

  • 100 anos de anarquismo na Nova Zelândia celebrados hoje

    100 anos de anarquismo na Nova Zelândia celebrados hoje

    Um judeu alfaiate e seu fox terrier; um carpinteiro de Wellington, firme homem de família – não são o seu estereótipo de anarquistas-lança-bombas. Entretanto, hoje, passados 100 anos, Philip Josephs e Carl Mumme foram os dois fundadores do Grupo Liberdade (Freedom Group) – um dos primeiros coletivos anarquistas da Nova Zelândia.

    “Apesar de que a imagem de uma figura clandestina vestida de preto salte a mente” percebe Jared Davidson, autor de Sewing Freedom: Philip Josephs, Transnationalism & Early New Zealand Anarchism(Costurando Liberdade: Philip Josephs, Transnacionalismo e o Novo Anarquismo na Nova Zelândia), “anarquistas como Josephs e Mumme são pessoas comuns. Foram ativos em seus sindicatos, nas esquinas, e em suas comunidades”. O que os separou, diz Davidson, foi “sua crítica à relações coercivas, escravidão do salário, e uma visão mais equitativa e humana do mundo”.

    O Grupo Liberdade foi formado no dia 9 de Julho de 1913 na loja de costuras de Philip Joseph, no primeiro andar da Rua Willis, nº 4, em Wellington. “Uma questão que deveria, de alguma forma, surtir efeito esclarecedor sobre a atmosfera um tanto mística nesta cidade é o movimento ter formado um Grupo Anarquista em Wellington”, escreveu o jornal do proletariado radical, o Maoriland Worker (Trabalhador da Terra Maori), “pois este fato irá providenciar àqueles que aceitem a filosofia Anarquista com o local ao qual pertencem… compreendemos que isso será o primeiro grupo Anarquista formado na história da Nova Zelândia”.

    Existe pouco material sobre o Grupo Liberdade e seus membros, mas como argumenta Davidson, “a emergência do Grupo Liberdade em 1913 significou um grande avanço na práxis anarquista na Nova Zelândia”. Assim como a importação de panfletos populares ao redor do mundo, o Grupo Liberdade manteve discussões noturnas regulares sobre uma série de tópicos radicais.

    “Tão populares eram estas conversas” escreve Davidson, “que foram logo movidas da Rua Willis para o grande Salão Socialista na Rua Manners”.

    Em uma noite de Setembro em 1913, 120 pessoas participaram de um evento social anarquista de um modo que nunca havia sido realizado na Nova Zelândia. Divulgado como “a formação de uma sociedade Anarco-Comunista, onde todos são iguais, onde não existem criminosos, policiais, e autoridades”, os participantes podiam desfrutar de pequenos discursos, leituras de autores proeminentes, recitais e entretenimento musical, “aproveitando por ao menos uma tarde os benefícios de uma sociedade perfeitamente livre”.

    Joseph, co-fundador do Grupo Liberdade, esteve também envolvido na Grande Greve de 1913 – outro centenário marcado este ano – expressando “suas ideias publicamente de uma plataforma na vizinhança do cais da Rainha”. Os rumores dizem que o Grupo Liberdade também esteve engajado na panfletagem com conteúdo especial durante a greve.

    Joseph esteve em contato constante com figuras internacionais notáveis, como Emma Goldman, desde 1904. Mais tarde, durante a Primeira Guerra Mundial, cartas para Goldman e a distribuição de literatura anti-guerra no lar e escritório de Joseph Later ocasionaram a invasão destes locais pela polícia.

    Carl Mumme, um alemão naturalizado em 1896, também sentiu ódio da Coalizão Nacional do Governo. Em maio de 1916 ele foi levado de seu local de trabalho e internado na Ilha Somes em função de sua perspectiva anti-militarista. O ex-porta-voz do Grupo Liberdade foi finalmente solto de volta para sua companheira e para seus cinco filhos em Outubro de 1919 – 11 meses após o final da guerra.

    De acordo com Davidson, esta e outras atividades anarquistas mostram que “o ativismo de Joseph e outros como ele, tanto via discurso quanto via correio, cumpriram um papel chave no estabelecimento de uma identidade e cultura anarquista distintas na Nova Zelândia e no exterior – uma cultura que emergiu e envelopou simultaneamente ao redor do mundo”. Os anarquistas não só existiam na Nova Zelândia; fizeram parte de uma das mais tumultuadas disputas industriais, e transmitiram uma mensagem unicamente radical para os trabalhadores ao redor do país.

    “No mínimo, o Grupo Liberdade foi obviamente uma característica visível e vibrante da contracultura da classe trabalhadora de Wellington, e facilitador de conversas em que emergiam pensamentos provocativos (e talvez politicamente transformadores)”.

    A luta do Grupo Liberdade por transformação social – por uma sociedade baseada nas pessoas e não no lucro – conectou a Nova Zelândia ao movimento anarquista global da atualidade. Também sinalizou o primeiro de muitos coletivos anarquistas a desempenhar um papel vibrante na história da esquerda na Nova Zelândia.


    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    o crisântemo branco
    ainda que pisado
    é crisântemo branco

    Sérvio Lima
  • [Espanha] Faixa gigante é estendida em festa de São Firmino em solidariedade com os torteiros

    [Espanha] Faixa gigante é estendida em festa de São Firmino em solidariedade com os torteiros

    Anteontem (12 de julho), pela manhã, na Praça Navarrería de Pamplona, durante a tradicional festa de São Firmino, foi desfraldada uma grande faixa em solidariedade com os acusados pelas tortadas contra o TAV (Trem de Alta Velocidade) e na cara de Yolanda Barcina, ação de desobediência civil que ocorreu em Toulouse, na França, em 2011. Atualmente há quatro pessoas acusadas por tal ato e que as autoridades pedem penas de prisão que vão dos 5 aos 9 anos, e multas de até 5.400 euros.

    Entenda o caso…

    Há um ano e meio, três ativistas anti-TAV (Trem de Alta Velocidade) da plataforma de desobediência civilMugitu! Mugimendua jogaram várias tortas contra a Presidente do Governo de Navarra, Yolanda Barcina, quando ela participava de uma cerimônia na cidade francesa de Toulouse. Com dita ação, a plataformaMugitu! Mugimendua denunciava a imposição do TAV em Euskal Herria e queria simbolizar que a classe política no poder, junto com as empresas construtoras e os bancos, ficavam com todo o “bolo” da construção do TAV.

    Embora o caso tenha sido arquivado na França, os processos continuam abertos no Supremo Tribunal da Espanha, onde três dos quatro réus são acusados de “atentado grave à autoridade”. O quarto, Mikel Alvarez, que se limitou a participar de uma conferência de imprensa para contar o sucedido, é acusado de ser “cooperador necessário”. Recentemente, a Promotoria pediu cinco anos de prisão e uma multa de 2.700 euros para cada um dos réus, enquanto a acusação particular de Barcina eleva ainda mais o pedido: seis anos de prisão e uma multa de 3.600 euros para três dos ativistas e nove anos e 5.400 euros para Gorka Obejero.

    Campanha internacional…

    Por outro lado, a plataforma anti-TAV Mugitu! Mugimendua anunciou o lançamento de uma campanha internacional para apoiar os réus como de repúdio e resistência à construção de grandes infraestruturas, como o TAV.

    Vídeo da tortada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    selva de pedra
    condor solitário
    vôo triste

    Manu Hawk
  • Entrevista: Anarquismo, Tamarod e a violência sexual no Egito

    Entrevista: Anarquismo, Tamarod e a violência sexual no Egito


    Por Joshua Stephens – 9 de julho de 2013

    Há seis meses, logo depois do segundo aniversário da Revolução egípcia e dos protestos que marcaram tal evento, me encontrei com Nana Elhariry em Talaat Harb (uma rotatória acerca da Praça Tahrir no Cairo que também serve de ponto de encontro) no meio de uma surpreendentemente grande e animada manifestação contra a violência sexual. Um organizador anti-guerra dos Estados Unidos insistiu em buscá-la devido a sua experiência como ativista e por sua familiaridade com as organizações anarquistas e feministas da cidade. Em seguida, se voltou a algo parecido com um guia, facilitando minha apresentação a um número de organizadores locais, especificamente em lutas estudantis.

    Nos últimos dias, de acordo com informes de meios sociais, Talaat Harb se tornou notória por diferentes razões: tem sido palco de um número de ataques – os ataques sexuais de gangues que parecem acompanhar os protestos massivos na capital do Egito. Esta ocasião ressalta os casos distintos do que a imprensa e a discussão ocidental aludem ao cobrir os eventos contemporâneos no Egito: a distinção entre o poder Estatal e a resistência popular – um tema enfatizado pelo pequeno, mas cada vez mais visível, movimento anarquista do Egito. 

    Com a história do Conselho Supremo das Forças Armadas e as milhares de pessoas que foram levadas a tribunais militares nos meses que seguiram a revolução inicial do Egito, junto ao papel amplamente suspeito que tomaram na violência sexual organizada desde então – para não dizer nada do controle militar de um terço da economia do país – a ideia do exército e o povo como “uma só mão” choca a muitos como uma triste e negligente amnésia. Enquanto algumas vozes ocidentais foram tão longe como declarar a falta de materiais básicos para a democracia no Egito, muitos nas ruas argumentam que os protestos populares que tomaram lugar em 30 de junho e seus resultados representam um capítulo em uma historia que começou em 25 de janeiro de 2011. Um capítulo desordenado para uma historia desordenada.

    Reencontrei Elhariry em 8 de julho para discutir os eventos recentes.

    Joshua Stephens > Que aconteceu ontem? Pelas notícias soa como uma nova indicação de uma guerra civil de baixa intensidade no Egito.

    Nana Elhariry < Bom, os seguidores da Ikhwan (Irmandade Muçulmana) argumentam que foram atacados durante as orações do amanhecer na mesquita de Raba’a Adwyia, com mulheres e crianças entre eles e sem ambulâncias para ajudar os feridos e retirar os mortos. Muitas fotos de crianças mortas circularam cedo nesta manhã. Enquanto isso, figuras da oposição e ativistas mostraram grande indiferença ao massacre, justificando-o, e dizendo que era exatamente o que eles receberam da Ikhwan durante os enfrentamentos na rua Mohamed Mahmoud em novembro de 2011 junto aos eventos mortais em Maspero. Também alegavam que nas fotos que estavam circulando haviam crianças sírias mortas em um dos ataques de Bashar Al-Assad, e que o exército abriu fogo logo depois das orações, quando usaram gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas, e o Ikhwan respondeu com munição real.

    Stephens > Quando falamos, em 7 de julho, você estava lamentando que as pessoas estavam aplaudindo a polícia em manifestações de ontem como se tivessem esquecido completamente o que aconteceu na rua Mohammed Mahmoud. O massacre desta manhã afetou isso ou é muito cedo para dizer?

    Elhariry < Pelas reações que eu vi esta manhã – lendo ou o que ouvi no transporte público – muita gente ainda tem no exército o único salvador e acreditam que tudo o que está passando é de alguma maneira uma conspiração da Ikhwan. Mas também existem pessoas que estão incomodadas com o assassinato de crianças e estão colocando a culpa na brutalidade do exército. Nada do que tenho visto na rua tem me feito pensar que tem aumentado ou diminuído significativamente o apoio à polícia ou ao exército.

    Stephens > Sei que tem havido operações militares em Sinai e Suez nos últimos dias. Isto parece ir mais além de uma mera transição de poder. Com distanciamento, parece uma reencenação de Pinochet, enquanto a cobertura de nossos meios tem sido repugnante. Como isto é sentido na rua?

    Elhariry < Sinai sempre foi uma zona quente para este tipo de coisas entre a polícia ou o exército e os Beduínos. Só que está sendo exagerado pelas tensões em curso. Os Beduínos sempre foram negligenciados pelo Estado e parece que dominaram toda sua terra. Não me está claro o que é que está animando as coisas lá agora mesmo, mas usualmente é o rechaço dos Beduínos em serem dominados pelo Estado.

    Stephens > Outros anarquistas com o quais tenho falado no Egito parecem entender adiantadamente que Tamarod estaria de acordo com um ditador ou regime civil ou militar, assim que não os surpreende o que está passando. Você parece estar um pouco cautelosa também, como quando falamos há quase um mês sobre isso – que pode ser uma vitória até para os Salafis. Agora o modelo do Tamarod (recolher assinaturas para tirar um líder do poder) está sendo implementado na Tunísia e na Síria, etc. Acha que isso é um erro?

    Elhariry < Meu problema com o Tamarod é que eles tiveram tempo para criar algum tipo de alternativa para logo depois de queda de Morsi, mas nunca o fizeram. Não tinham um plano claro do que passaria uma vez que ele saísse. Por isso temia um massacre. Honestamente, se o exército não houvesse intervido, teria sido muito, muito pior. Senti que os Salafis eram o único partido pronto para dominar o cenário, como o Ikhwan durante as eleições posteriores a Mubarak.

    Stephens > Quer dizer que haviam muitos planos de oposição mas nenhuma visão de reconstrução real?

    Elhariry < Não estou segura de que tenhamos uma oposição real. A “Frente de Salvação Nacional” (National Salvation Front) é absolutamente inútil e o resto dos ativistas passam dia e noite “tuitando” especulações sobre a situação. Basicamente isso é tudo.

    Stephens > Como anarquista, como está processando o que está se desenvolvendo desde o dia 30? Pode estabelecer uma relação e sentir a utilidade disso?

    Elhariry < Creio que eliminar a etapa dirigida por fanáticos é um passo adiante. Eu acho que tem havido movimentos para entender que a religião é melhor para se deixar na mesquita ou na igreja, do que como um mecanismo para governar. Isto pode provar ser muito útil logo, quando argumentarmos sobre as ideias radicais que defendemos. É uma fase da revolução de 25 de janeiro; uma que temos que observar muito de perto. Para mim é muito difícil estar do lado do felool (seguidores de Mubarak) quando sei que, de fato, eles são tão doentes quanto o Ikhwan e concordam com qualquer forma de opressão e ditadura.

    Stephens > Parece que as formas horizontais de organização são o único jogo na cidade em relação a combater a violência sexual em Tahrir – Operação Contra o Assédio / Agressão Sexual (Operation Anti-Sexual Harassment/Assault), Guarda costas Tahrir (Tahrir Bodyguard), e outros. É este o caso?

    Elhariry < Essa é minha experiência com eles. Geralmente são auto-organizados e não hierárquicos, ainda que sejam muito distintos um do outro. Além de estar presente em eventos grandes, os Guarda costas Tahrir não estão ativos além de buscar novos voluntários, enquanto a Operação contra Assédio/Agressão Sexual está mais interessada na sensibilização e mudança da sociedade em geral.

    Stephens > A Operação Contra Assédio/Agressão Sexual tem se mantido fora de Tahrir nos últimos dias pela segurança de seus voluntários. Sei que você mesma me disse que estava reconsiderando a possibilidade de se juntar as recentes manifestações. Parece haver no momento um obstáculo muito grande para os movimentos de base no Egito. Devido à toda organização contrária desde 25 de janeiro, acredita que exista um sentido de mudança nas coisas depois de 30 de junho? Ou tudo só tem piorado?

    Elhariry < Com tantos civis armados, primordialmente na Ikhwan, tudo se tornou pior. Sei por um amigo da Operação Contra Assédio/Agressão Sexual que estão arriscando sua própria segurança só por se meter entre as gangues e ajudar a qualquer vitima. Imagino que com a quantidade de armas em mãos, nessas manifestações têm se tornado muito piores. Pessoalmente, desde finais de 2011, tenho pensado duas, três, até quatro vezes antes de me juntar a qualquer manifestação.

    Stephens > Tuitaram ontem que houve quatro ataques, três deles em que puderam intervir.  Isso soou consideravelmente menor que há apenas alguns dias atrás.  Isto foi só uma coincidência?

    Elhariry < Tive o mesmo pensamento. Não há duvidas de que a maior parte dos ataques são organizados; isso é óbvio desde os dias da SCAF no poder. Mas há algo além disso com as pessoas em geral. Não posso colocar a culpa somente no sistema. Tenho que pensar em homens e garotos jovens aterrorizando as mulheres nas ruas no dia a dia. Isso existe e parece ter seu ponto mais alto durante as comemorações religiosas.

    Stephens > Você acha que há coisas que as pessoas de fora do Egito possam fazer para apoiar este trabalho útil que está sendo executado?

    Elhariry < Creio que não julgar a situação com normas que não se aplicam é um bom ponto de partida.

    Stephens > Certo

    Joshua Stephens é membro do conselho do Instituto de Estudos Anarquistas, e tem sido ativo em movimentos anticapitalistas e de solidariedade internacional nas últimas décadas. Ele passou grande parte dos últimos dois anos cobrindo movimentos sociais desde Nova York até Atenas, Cairo, Palestina e México para Truthout, AlterNet, NOW Lebanon, Jadaliyya, entre outros veículos. É autor de “Self and Determination: An Inward Look at Collective Liberation”, (2003, AK Press).

    Tradução > Caróu

    Fonte:

      
    agência de notícias anarquistas-ana

    chuva constante
    o guarda-roupa mudou
    agora é varal
    Eder Fogaça
  • [França] Inauguração da universidade popular autogerida “Castelo no Céu”

    [França] Inauguração da universidade popular autogerida “Castelo no Céu”

    Comunicado:

    Nós fomos expulsos sob grande pompa em 4 de abril de 2013. Depois de muitas decepções, aventuras de voo alto, e peregrinações que não foram nada além de prova da nossa determinação, nossa tenacidade, nosso coração à obra, e generosidade de querer perseverar… Nós voltamos mais entusiastas que nunca! Em 13 de julho de 2013, das 11h às 18h.

    Em 13 de julho, a universidade popular “O Castelo no Céu” será vestida com suas mais belas indumentárias e oferecerá a vocês a inauguração de sua nova sede: um castelo situado na doca 71 da Perrache.

    Não aguardaremos até 14 de julho para celebrar!

    Venham com seu entusiasmo, suas ideias e a vontade de reconstruir juntos aquilo que tentaram destruir.

    A luta continua!

    Animações, debates, ateliês de permacultura, refeições repartidas, espetáculos, concertos, e muitas outras surpresas pontuarão esse dia rico em convívio, partilha e convergência.

    Desde já, não hesite em:

    • Nos contatar pelo e-mail: chateau-dans-le-ciel@riseup.net.

    • Passar para nos encontrar, tomar um café e discutir amigavelmente.

    • Propor sua ajuda nos espaços coletivos que estiverem em curso.

    • Propor projetos de atividades.

    • Propor seus projetos de animação para o dia da inauguração.

    Somos muitos e entusiastas!

    São vocês quem vão retomar o espaço para fazer dali um espaço de liberdade, de criação e de mudança que vos congregue!

    Apresentação da universidade popular autogerida:

    Num espírito de mudança e de compartilhamento, essa universidade popular tem por meta por em comum ideias, conhecimentos, saber-fazeres, e cultura… um salão de chá e café livre e ainda uma biblioteca e uma sala de informática serão acessíveis a todos. No local, vocês descobrirão os vários ateliês propostos: teatro, palhaçaria, café-debate, projeções de documentários e de filmes. Grandes discussões serão organizadas, conferências, jardinagem, atividades manuais e uma cozinha partilhada. Os muitos visitantes enriquecerão as mudanças.

     “O Castelo no Céu” é uma universidade popular autogerida que tem por vocação agregar os ateliês manuais, conferências, cursos… etc.

    Uma assembleia pública terá lugar toda sexta às 19 horas a fim de discutir a gestão do lugar.

    Ela será completada por uma assembleia dos habitantes nas segundas, quando os pareceres serão publicados.

    Filosofia de vida

    Chegando nessa universidade, vocês entrarão em:

    • Um lugar sem hierarquia entre as pessoas e os saberes;

    • Um lugar que se quer aberto à cada ideia e à cada projeto. Você pode propor ou participar;

    • Um lugar que visa autonomia pela reflexão, a decisão e a elaboração de soluções coletivas;

    • Um lugar de boa vontade onde se aprende a escutar mutuamente, a trabalhar juntos e partilhar;

    • Um lugar autogestionado onde participar da ampliação da liberdade coletiva contribui para a ampliação da liberdade individual.

    Por isso, cada um por todos:

    • Respeita a integridade do outro, pelas atitudes, linguagens e atenção. Uma sala para fumantes está prevista. Venham sem drogas.

    • Respeitar o lugar garantindo coletivamente sua manutenção.

    A liberdade dos outros estende a minha ao infinito” – Bakunin

    Mais informações em: www.lyon-alter­na­tif.fr 

    Tradução > TAZ

    agência de notícias anarquistas-ana

    debaixo das folhas
    formigas se agasalham
    frio de inverno

    Sérvio Lima
  • 18/07- 21:10 -Arte de Guerrilha Libertária AO VIVO‏‏‏‏


    ARTE DE GUERRILHA LIBERTÁRIA
    AO VIVO NA RÁDIO CORDEL LIBERTÁRIO
    PROGRAMA #54
    Os meios libertários e anarquistas sempre valorizaram as expressões artísticas como uma forma de propaganda, e também como um meio de mostrar a diversidade dentro de uma sociedade extremamente padronizada. E dentro disso além da sociedade capitalista seus principais alvos também são a moral e os valores (patriarcal, racista, conservador) , diferenciando dessa forma das atuações ditas de “esquerda”, que focam no econômico seu principal inimigo.
    No Brasil e em outras partes do mundo têm surgido cada vez mais manifestações artísticas que tentam romper com as formas convencionais e cada vez mais ineficazes de atuação politica, criando ou até mesmo ressignificando práticas que contrariam as relações de poder e que busca construir outras reflexões e relações sociais. 
    Com o objetivo de discutir a arte como um meio de luta nessa quinta feira dia 18 de Julho as 21:10 (Horário de Brasília) a Rádio Cordel Libertário convidou xs seguintes grupos e pessoas:
    RAPHI– Rio de Janeiro/RJ.
    ERRATIK – Natal/RN.
    +Debate/Reflexão: “Como incluir cada vez mais a arte em suas diversas formas, dentro das estratégias de luta na construção de uma sociedade libertária?”.
    QUANDO: 18/07/2013  5ª feira
    HORAS: 21:10 (horário de brasília)
    Se você ficou interessadx não pode deixar de ouvir e participar!
                Faça parte da rádio cordel libertário

    Faça parte desta Rede de Comunicação Libertária divulgando a programação para sua lista de e-mails e para toda sua rede social, e também se tiver algum contato ou conhecimento de algum Coletivo/Movimento Libertário/Anarquista existente, mande para a Rádio o e-mail, contribuindo assim de forma direta na programação e o fortalecimento deste meio de comunicação. O Coletivo Rádio Cordel Libertário está aberto à novxs integrantes, quem tiver interesse entre em contato conosco.
    Durante as transmissões ao vivo xs ouvinte poderão participar ativamente do bate-papo, por meio de perguntas e reflexões através do chat presente no blog, ou mesmo AO VIVO.
    Quem quiser acompanhar/escutar as entrevistas que já ocorreram, elas estão disponíveis no Blog na página ÁUDIOS PROGRAMAS ANTERIORES.
      LEMBRANDO:  *21:10 – Transmissão ao Vivo e Oline   *09:00 – Reprise no dia seguinte

    Rádio Cordel Libertário
    A Rádio que Valoriza e Respeita a Liberdade e a Diversidade!
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