Categoria: Notícias Libertárias

  • [Grécia] Ataque fascista contra casa de imigrantes em Tavros


    “Ataque fascista contra uma casa de imigrantes em Tavros pelos brutamontes da Aurora Dourada”, é o que descreve o movimento “Unidos Contra o Racismo e a Ameaça Fascista” (KEERFA).

    O comunicado relata:

    “O ataque ocorreu sexta-feira a noite, quando 6 fascistas invadiram uma casa de imigrantes quebrando a janela. Em um primeiro momento, fingiram ser policiais e exigiram “papéis” (documentação), mas quando os imigrantes pediram por um carro de patrulha policial para dar assistência, os fascistas começaram a cometer uma série de abusos e espancamento contra eles, dizendo fazer parte da Aurora Dourada.

    Após o espancamento, roubaram papelada relativa à trabalho, pequenos objetos eletrônicos e uma pequena quantia em dinheiro. Tudo isso, com os vizinhos pasmos observando. Quando os imigrantes reconheceram dois dos agressores, então resolveram fugir.

    Chamamos aos coletivos, sindicatos e atores locais para denunciar este crime racista contra trabalhadores imigrantes.

    Nós denunciamos os atos racistas dos brutamontes e assassinos da Aurora Dourada que tentam aterrorizar o movimento dos trabalhadores. KEERFA, em conjunto com o bairro, irá responder com mobilização coletiva para que possamos isolar as táticas homicidas dos grupos fascistas.”

    Tradução > Malobeo

    Notícias relacionadas:

    agência de notícias anarquistas-ana

    Girando em cores
    Sobe a bolha de sabão
    – Gritos também sobem.

    Mary Leiko Fukai Terada
  • [Uruguai] 2ª Feira do Livro Anarquista acontece neste final de semana em Montevidéu


    [A segunda edição da Feira do Livro Anarquista estará acontecendo no próximo final de semana, 3 e 4 de agosto, no Centro Social “La Solidaria”, em Montevidéu. Além das banquinhas de livros, a programação do evento contará com palestras, encontros, música, almoço… Em anexo segue o programa completo da Feira do Livro.]

    Apresentação:

    A Feira do Livro Anarquista é outro espaço de fortalecimento, mas não qualquer espaço de fortalecimento.

    As práticas anárquicas – o viver livre, em reciprocidade, solidariedade, com o apoio mútuo e compreensão – estão apenas na prática.

    Praticar, enfatizar, pensar o livre é fazê-lo. E é para fazê-lo aqui e agora, para projetar à frente que a feira do livro existe.

    Acontecem em dois dias, várias palestras e debates relacionados a conflitos sociais atuais e passados. Para quê? Para impulsionar a luta atual contra o capital, o Estado e toda autoridade.

    Assim, então, um olhar crítico sobre as diversas insurreições que se iniciaram a nível mundial, as passadas, presentes e as por virem. Haverá também palestras, memórias para lutar, a partir de diferentes conflitos sociais no território e várias tentativas de refletir sobre alguns dos conceitos-chaves que precisamos para transformar o mundo do domínio.

    Além disso, durante os dias da feira haverá diversos encontros para reunir os distintos projetos que acontecem para o fazer livre e autônomo.

    A feira contará com bancas de livros, materiais antiautoritários e espaços de reunião.

    Com estas palavras, convidamos a todas as pessoas livres, antiautoritárias, rebeldes, refratárias e com boas intenções para participar e compartilhar estes dois dias de um espaço destinado a uma vida mais plena, onde cada indivíduo pode desenvolver-se ao máximo.

    Na feira anarquista, como de costume nos espaços livres, não haverá lugar para qualquer expressão de poder, nenhuma expressão autoritária. Em vez disso, se buscará fortalecer a mentalidade, a solidariedade, o desejo de aprender-ensinar a viver em liberdade.

    A anarquia não só é possível, é inevitável.


    Notícia relacionada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    A chuva caindo
    é cantiga de ninar
    nas telhas de barro.
    Fausto Rodrigues Valle
  • [Grécia] Segunda passeata antifascista de motos em Preveza

    Em 26 de julho, sexta-feira, foi realizada no município de Preveza (noroeste da Grécia) a segunda passeata antifascista motorizada organizada pela Assembleia Antifascista da cidade. Mais de 40 pessoas (a cidade tem pouco mais de 20.000 habitantes) em motos desfilaram pelas ruas da municipalidade, percorrendo vários bairros do centro da mesma. A passeata passou por um local fascista e pela Delegacia da cidade.

    A passeata foi particularmente combativa. Durante a manifestação foram gritados vários slogans antifascistas, anarquistas e esquerdistas. Além disso, a segurança do ato foi muito eficaz. A polícia só apareceu uma vez, acompanhando a passeata por um momento.

    A atitude e as reações das pessoas da cidade foram, em linhas gerais, positivas. Muitas pessoas aplaudiram os manifestantes, enquanto outras levantavam o punho quando a passeata passava em frente de suas casas ou no local onde estavam no momento. Os organizadores da passeata antifascista motorizada advertiram sem falsas ilusões de que nem todas essas pessoas são antifascistas, no entanto, foi dada uma resposta ao fascismo e os seus amos, os capitalistas.

    Nos folhetos em uma das fotos em anexo, diz: “Nossos avós refugiados, nossos pais imigrantes, nós fascistas?” e “Nem em Preveza ou em qualquer outro lugar. A esmagar os fascistas em todos os bairros”.

    Fotos:


    agência de notícias anarquistas-ana

    urubus desenham
    no teto cinza da tarde
    lentas espirais

    Zemaria Pinto
  • [Canadá] 8ª Feira do Livro Anarquista de Victoria e Festival da Anarquia

    [A seguir, chamada para participar da oitava edição da Feira do Livro Anarquista de Victoria, que será realizada nos dias 14 e 15 de setembro; e do Festival da Anarquia, que acontece de 5 a 14 de setembro, também nesta cidade canadense.]

    Estamos contentes em anunciar a oitava e anual Feira do Livro Anarquista de Victoria, que irá ocorrer em Território Indígena Coast Salish em Victoria, Columbia Britânica. A Feira do Livro é para anarquistas e não anarquistas, com participantes de toda a América do Norte e além. A programação inclui mesas de livros e informações, oficinas, leituras, filmes, apresentações, e muito mais!

    A Feira do Livro sempre inclui oficinas relativas a uma ampla variedade de assuntos. Procuramos introduzir o anarquismo ao público, promover diálogo entre diversas tradições políticas, e criar espaços radicais, inclusivos e antiopressão. Participantes de diferentes ideias, práticas e tradições são bem-vindos.

    Nossa temática este ano é Eco-Defesa. Nosso objetivo é destacar diversos problemas ambientais e os movimentos de resistência que se formaram contra eles. Da derrubada de árvores antigas até desenvolvimento petrolífero e mineração, iremos analisar a extração de recursos de uma perspectiva anticapitalista e anticolonial. Iremos explorar como os indígenas e as populações colonizadoras podem dividir responsabilidades pelos desafios iminentes. Objetivamos também ir além da crítica e projetar caminhos criativos na direção de curar o planeta.

    Enquanto membros do coletivo Anarchy 101, requisitamos a presença de historiadores do anarquismo e teorias radicais associadas. Também visamos providenciar uma mistura de oficinas que mostram a largura das questões e a diversidade de opiniões dentro do anarquismo.

    Portanto, estamos procurando apresentações sobre colonialismo, descolonização, gênero, sexualidade, raça, invalidez, segurança alimentar, espiritualidade, feminismo, luta de classes, miséria e sem-teto, libertação animal, primitivismo, DIY (Faça Você Mesmo), militância, pacifismo, anarquismo na prática – assim como tópicos que conectam qualquer número destes mencionados. Pode ser uma apresentação prática, demonstração participante, discussão de painéis, discussões facilitadas, e tudo que estiver nas entrelinhas – se você tem uma ideia de oficina, queremos ouvi-la!

    Por favor, consulte nossa Declaração de Princípios antes de enviar sua proposta.

    O prazo limite deste ano foi estendido até dia 31 de julho.

    Festival da Anarquia

    Além da Feira do Livro, o Festival da Anarquia irá ocorrer durante a semana precedente (5 a 14 de setembro), com diversos eventos de temática ácrata ocorrendo em diferentes locais em Victoria. Você pode propor qualquer tipo de evento ou atividade: o único limite é sua imaginação.

    Os eventos do Festival da Anarquia são organizados autonomamente à Feira do Livro e, enquanto tal, os locais são de responsabilidade dos Organizadores do Evento – Você!

    O Coletivo da Feira do Livro atua enquanto um foco de promoção e coordenação destes eventos. Nos dedicamos a ajudar e promover eventos de festivais autônomos da melhor forma possível através dos programas de zines e sites.

    Se você se interessa em nos contatar para promover seu evento, por favor, providencie um título e uma pequena descrição do seu programa até dia 31 de julho de 2013, para que possamos incluí-lo no nosso zine e no nosso site.

    Recomendamos fortemente que os eventos do festival NÃO sejam programados para ocorrer durante as horas de realização da Feira do Livro. De modo geral, entrar previamente em contato com o Coletivo da Feira do Livro sobre agendamento de datas antes da nossa sugestão de limite para submissão de propostas é uma maneira útil de garantir o menor número de eventos conflitantes.

    Mais infos:


    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    O ipê florido,
    Perdendo todas as folhas,
    Fez-se uma flor só.

    Afrânio Peixoto
  • [Rússia] Centro Social Cultural inicia suas atividades em Sevastópol


    Comunicado:

    O Centro Social Cultural é um espaço livre do Estado e das outras instituições hierárquicas, que procura viver e divulgar os princípios de autogestão, apoio mútuo e criação livre.

    Na primavera de 2012 xs anarquistas de Sevastópol encontraram um prédio abandonado, praticamente no centro da cidade. Pela decoração e alguns objetos encontrados lá dentro, entendemos que esta casa pertencia à marinha. Entendemos, também, que o destino desta casa era de servir aos interesses de pessoas livres.

    Por causa da ausência de recursos, a ocupação da casa foi adiada para um período indeterminado.

    No final de julho de 2013, um grupo de anarquistas de várias regiões da Rússia e da Ucrânia iniciaram a ocupação do imóvel.

    Xs ocupas limparam o quintal interno e alguns espaços dentro da casa. Por enquanto, instalamos a rede de esgoto e botamos a cozinha para funcionar.

    O projeto tem um grande potencial, mas sentimos falta de recursos e, principalmente, precisamos de mais ativistas. Portanto, conclamamos todxs xs ativistas libertárixs a participar deste projeto. Toda força e todo apoio são bem-vindos. Existem várias maneiras de apoiar a ocupação:

    • Indo para Sevastópol e participando do coletivo do Centro Social Cultural;

    • Realizando atividades, exposições, conferências, discussões no espaço ou em apoio a este;

    • Ajuda material (objetos que podem ser usados no espaço – móveis, utensílios de cozinha, ferramentas etc.);

    • Decorando o espaço do Centro Cultural Social;

    • Divulgando as informações.

    Esperamos pelo apoio.

    Se quiserem participar deste projeto, escrevam para: sev.squat@gmail.com. Colocando seu nome (ou pseudônimo), cidade, alguma informação sobre você e como quer ajudar ao projeto.

    Coletivo do Centro Social Cultural

    Tradução > A vagalume

    agência de notícias anarquistas-ana

    No céu cintilante
    mil vaga-lumes brincando:
    mil sonhos vagando

    Aída Godinho
  • [Itália] Milão: um espaço de extrema-direita queimado por audaciosos noctívagos


    15 de julho de 2013

    “Essa noite, um atentado destruiu quase que completamente um espaço do Lealtà e Azione, em Milão. Mas como se pode pensar que o fogo pode parar o curso de um rio?”, eis o que foi escrito numa página do facebook por membros do movimento de extrema-direita que divulgaram a informação nas redes sociais do ato de vandalismo contra sua sede, situada na via Govone, nº 35. Eles se mudaram para lá em 20 de abril deste ano.

    A polícia foi acionada de madrugada pelos moradores do imóvel vizinho. Por volta das 4 horas da madrugada, duas pessoas mascaradas entraram no pátio, quebraram uma janela e entraram no local, e fugiram de bicicleta. Pouco tempo depois, ocorreu uma explosão e em seguida um incêndio. Os bombeiros encontraram calcinado um pé de cabra, uma lanterna e um cilindro de gás que causou a explosão.

    Não houve feridos e nenhum grupo assumiu a autoria da ação. “Toda solidariedade aos camaradas do Lealtà e Azione” [Lealdade e Ação], declarou Roberto Jonghi Lavarini, presidente do comitê do partido Destra [Direita] de Milão. “É exatamente por ser um espaço do Cuore Nero, o ódio e a violência da extrema-esquerda comunista e anarquista tenta, com esses ataques terroristas, impedir a direita (radical, social e identitária) de articular uma boa política sobre os territórios, entre as pessoas”.

    Fonte: mídia corporativa italiana

    Tradução > Tio TAZ

    agência de notícias anarquistas-ana

    pica-pau pinica
    na fenda da amendoeira
    o suco da vida

    Wagner Marim

  • [Grécia] Fascistas picham muros de okupa em Atenas


    Comunicado:

    Na terça-feira, 23 de julho, alguns fascistas passaram em frente ao prédio da okupa Prapopulu, no bairro de Jalandri, em Atenas, e pela segunda vez picharam a parede exterior do imóvel, pegaram uma faixa que estava pendurada nas grades e fugiram. Como são uns brucutus covardes, acreditam que tais ações nos assustam.

    A okupa foi incendiada no passado, sofreu detenções preventivas de seus membros e ameaças, no entanto está firme neste lugar e continuará firme. Qualquer ação como esta nos une e nos fortalece cada vez mais. A relação que existe entre nós, os laços que temos com o bairro há 7 anos e nossa ação política e social não pode ser eliminada com a intimidação e arrogância.

    Apelamos a todos os antifascistas do bairro, e não só para estar em alerta. O terrorismo não passará; a luta contra os fascistas, a fascistização e o totalitarismo moderno crescerá e vai se intensificar por todos os meios, onde e quando sirva a cada um deles.

    Não mais passividade e neutralidade. O Estado já soltou os seus asseclas para reprimir todos aqueles que resistem, a qualquer voz diferente. Não temos medo, somos teimosos para continuar nossa luta.

    Resistência, Solidariedade, Auto-organização

    Okupa Prapopulu

    Notícia relacionada:


    agência de notícias anarquistas-ana

    saúda o dia
    no horizonte a chuva
    bons ventos em flor

    Rita Schultz

  • [Canadá] Entrevista com Mel Bazil no 4º Acampamento Anual de Unis’tot’em de Ação


    Liberte as Pessoas, Defenda a Terra!

    Por Aaron Lakoff

    Mel Bazil é um indígena Gitxsan e homem de família Wet’suwet’en, ativista da independência indígena, e anarquista. Nos últimos anos, ele tem apoiado as barricadas do acampamento Unis’tot’en contra oleodutos e gasodutos ao norte da ocupada e inexorável “Colúmbia Britânica”. Desde 2010, o acampamento Unis’tot’en tem realizado ações diretas com êxito no sentido de prevenir que 7 empresas transportem óleo de betume das areias de piche de Alberta e gás natural de uma fratura hidráulica para a costa do Pacífico. O Unis’tot’en agora realiza um protocolo de anuência livre, preparatório e informativo, para todas as pessoas que procuram ter acesso à suas terras. Também construíram uma horta em permacultura e uma pit house [espécie de edifício primitivo cavado no chão] diretamente no caminho das tubulações em um inspirador exemplo de ação direta.

    Nesta entrevista, Mel fala sobre resistência indígena contra as indústrias extrativistas no território Wet’suwet’en, a concepção Wet’suwet’en sobre direitos, responsabilidade para defender a terra, e os perigos da compensação de carbono e das lutas “que não estão no meu jardim”.

    Nas palavras de Mel, “as tubulações se tornaram um canal para levantarmos nossa voz e independência. Mas nosso povo tem declarado nossa independência por muito tempo. Sentimos como se o seu impulso agora viesse com força. Existem mulheres desaparecidas e mortas ao longo da Ilha Tartaruga. Nossas crianças estão sendo removidas de suas casas. E segundo a lei canadense, continuam na expectativa de que nós devemos esperar. Mas a lei canadense é uma corporação”.

    De 10 a 14 de julho, o 4º  Acampamento Anual Unis’tot’en de Ação foi realizado em território Wet’suwet’en. O acampamento atraiu o apoio de mais ou menos 200 nativos e não-nativos para organizar, criar estratégias, e planejar ações contra as tubulações. Na abertura do encontro, membros da nação Wet’suwet’en cantaram uma canção de guerra para as companhias de oleodutos e gasodutos, assim como para o Estado canadense.

    Para mais informações, visite:


    Para baixar os arquivos da entrevista:

    Parte 1


    Parte 2


    Tradução > Malobeo

    agência de notícias anarquistas-ana

    Borboleta!
    Pousou na minha mão
    me viu e voou.

    Renata
  • [Tunísia] Anarcofeministas são presas após pichar Ministério das Mulheres


    Três anarcofeministas da organização “Ataque Feminista”, Sana Chamekh, Vladimir Leonov e Ines Zaghdoudi, foram presas no início da tarde do último domingo, 21 de julho, pelas forças de segurança tunisianas, enquanto pichavam nas paredes do Ministério das Mulheres “Abaixo o Ministério do harém do Sultão” e se preparavam para jogar bomba de tinta na fachada do prédio estatal.

    Após serem fichadas e interrogadas na delegacia policial de Charles de Gaulle, em Túnis, as três anarcofeministas foram liberadas. Segundo Leila Ben Debba, presente no ocorrido, as três ativistas foram conduzidas para o hospital depois de sofrerem violência e abuso das autoridades.

    Vladimir Leonov, uma das anarquistas presas, contou a imprensa local que elas foram agredidas e insultadas pelos policiais, inclusive ameaçadas com armas de fogo, e dois ativistas que as acompanhavam também.

    “Ataque Feminista”

    É um grupo anarcofeminista e faz parte do jovem movimento libertário tunisiano. Seu objetivo, entre outros, é espalhar as ideias libertárias para encontrar soluções radicais para os problemas sociais e políticos da Tunísia, assim como enfrentar a posição que a mulher é colocada no interior dos problemas da sociedade. O grupo busca estabelecer uma cultura de autogestão e acredita na obrigação da revolta das mulheres contra todos os tipos de exploração.

    Alguns desafios do grupo: Todos os aspectos da posição da mulher na sociedade patriarcal; Eliminar estereótipos baseados no sexo; Abolição da desumanização e objetificação da mulher; Completa eliminação da violência contra a mulher (estupro, violência doméstica, mutilação genital feminina, esterilização forçada, abuso sexual).

    Aqui o vídeo que mostra as anarcofeministas pichando a fachada do prédio do Ministério das Mulheres:


    Tradução > Malobeo

    Notícia relacionada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    A flama brilha
    Silêncio da noite
    Fascínio da mariposa

    CassMarie
  • [Espanha] Impressões de um andaluz sobre o movimento anarquista na Grécia


    Yoquese

    Vou tentar reproduzir as impressões, frutos de uma viagem, geradas pelo contato com o movimento libertário na Grécia. Lamentavelmente não pude estar muito tempo, nem ver muitos lugares. O escrito aqui não deve ser interpretado nada além do que minha visão pessoal sobre o que vivi com os companheiros de lá, não sendo, portanto, uma análise séria sobre o movimento anarquista – e muito menos sobre a situação do país. Se a isto somarmos que a minha militância é mais orientada ao que poderia denominar-se “trabalho de base” do que à análise e a produção teórica, é certo que cometerei muitos erros. Não obstante, espero que possa dar uma ideia aproximada de alguns aspectos do movimento grego, e sirva de orientação para as pessoas interessadas e que não tenham um contato de primeira mão com ele.

    Muito do que ocorre no anarquismo na Grécia tem certa conexão com debates que ocorrem no Estado espanhol, já que, salvo as diferenças, temos muitos pontos em comum, tanto no ambiente libertário como na situação política gera l. Seria desejável acentuar os contatos e conexões entre ambos os movimentos e aos outros lugares do mediterrâneo, já que a situação econômica e política obrigam-nos a desenvolver um movimento libertário forte com base nesses pontos.

    Além da necessidade de começar a trabalhar em conjunto (e sempre dentro de uma perspectiva internacionalista, sem desmerecer a coordenação nos ambientes mais extensos no planeta), a nível local pode-se aprender muito uns com os outros, para conseguir superar os obstáculos que fazem com que hoje o movimento anarquista (em ambos os países) não consiga ser uma referência ou alternativa política a nível popular. Tudo isso em um momento em que a esquerda partidária, tanto ortodoxa como vestida com roupagens mais alternativas, não consegue articular uma resposta política à evidente regressão de direitos que estamos sofrendo – sem sonhar sequer em implementar modelos sociais de ruptura, e que, apesar da ameaça fascista se cristalizando dia a dia, consegue estabelecer suas próprias parcelas de atuação, tanto nas ruas como nos parlamentos (sobretudo na Grécia e no leste da Europa).

    Quando se chega à Grécia, a primeira coisa que chama a atenção é que a política em geral – e o anarquismo em particular – estão muito mais presentes nas ruas que em nosso país. Ao chegar, vendo a paisagem urbana, não é possível deixar de observar a grande quantidade de pichações e cartazes que enchem as paredes e os prédios. Isto se acentua nas universidades, colégios e hospitais. Estão, sobretudo as primeiras, literalmente empapeladas com todo tipo de propaganda política e mostram quase sempre algum cartaz referente a algum tema político. Voltando às ruas, além das típicas assinaturas dos grafiteiros, abundam as antifascistas e, especialmente, os “A” nos círculos. Nos edifícios públicos, como tribunais e escritórios do governo, também têm sempre alguma pichação ou manchas por ser jogada tinta contra elas, apesar de que, como me explicaram, se esforçam em mantê-los limpos. Por outro lado, a presença do fascismo do partido Aurora Dourada aparece também como forma sinistra nas paredes de algumas zonas das cidades, em forma de cruzes celtas, porém sempre riscadas.

    Essa importância da política na Grécia se confirma quando se começa a ter contato com as pessoas dali. O número de coletivos políticos, de cidades como Tessalônica ou Ioanina (nas quais estive quase todo o tempo), se multiplica por dez comparando-os à locais de tamanhos semelhantes no Estado espanhol – tanto a nível de partidos de esquerda, de vários tamanhos e tipos, como de grupos libertários, assembleias e coletivos, assim como casas ocupadas e centros sociais que servem de espaços políticos. Para citar um exemplo que me surpreendeu bastante, em Ioannina encontrei-me com uns estudantes de química, que formavam um coletivo de sua faculdade e que se reuniam em um desses centros sociais, e tratavam de questões políticas e sociais, não só referentes ao movimento estudantil. Grupos como este abundam na Grécia, onde podemos ter uma ideia da efervescência política e a quantidade e variedade de coletivos que existem.

    Isto nos leva a um aspecto importante (com seus prós e contras) dos movimentos políticos e, especialmente, dos libertários na Grécia: a juventude de seus membros. A impressão que tive destes meninos foi muito positiva, surpreendendo-me a energia e seriedade com que militam. Quando decidem convocar qualquer atividade, se empenham a fundo na hora de divulgá-la e organizá-la, especialmente no caso de ações e manifestações, e também no caso de palestras e eventos. Enquanto que, por exemplo, em grande parte do Estado espanhol uma colocação de cartazes geralmente se faz em um momento, na Grécia enchem a cidade deles, e não me refiro só a espaços em que colaboram muita gente e organizações, mas também em coletivos, sem importar seu tamanho. Esse mesmo ímpeto se pode ver nas concentrações, manifestações e piquetes. Tive a sorte de participar de vários destes últimos – correspondentes a conflitos de ESE – e me impressionou a energia desprendida, assim como a capacidade de convocação de um anarcosindicato pequeno, comparado com os do Estado espanhol. Me surpreendeu ver tantos jovens em um piquete, a forma de gritar as palavras de ordem e a atitude geral, muito ativa, durante um período de tempo prolongado para o habitual aqui.

    Em geral há muita vontade de fazer as coisas, muita energia. A impressão que tive dos gregos é que são gente de bom coração, muito nobres, trabalhadores, próximos, parecidos conosco, mas às vezes com algo diferente. São muito rebeldes, muito mais do que vemos por aqui, com uma pitada de algo inocente e idealista (note que venho de uma cidade muito dada à comédia). Têm perspectivas muito abertas em relação ao anarquismo, se nota que não sofrem o peso da história, tradição e organizações que mediatizam o libertário na Espanha. É possível que tenha a ver com o caráter das pessoas do movimento dali, a surpreendente ausência de drogas entre a juventude. Tanto o movimento como o ambiente universitário me surpreendeu, inclusive em festas as pessoas não tomavam nada diferente ao álcool e não havia ninguém vendendo. Segundo me contaram, na maioria das okupas se pegam alguém consumindo algum tipo de droga (incluindo fumar maconha) o expulsam dali. É certo que se bebe, mas não vi a presença do álcool tão constante como aqui, e quase ninguém fuma haxixe ou maconha, muito menos na rua.

    Percebi muito menos frivolidade no movimento okupa. É certo que as pessoas têm uma estética mais ou menos reconhecível, mas são mais austeros e abusa-se muito menos dos elementos decorativos (piercings, tatuagens, rastas, etc…). Não vi apenas tribos urbanas e estéticas, digamos, concretas (punks, skins, hipies…). Tampouco se via a sujeira de que se fazem ornamento em outras partes da Europa certos companheiros, tanto a nível pessoal como nos edifícios. Comparadas com as okupas daqui, a maioria das que vi estavam muito mais cuidadas e limpas (com algumas exceções), sendo evidente que as pessoas as trabalham muito mais. Em geral, nas cidades em que estive abundam ocupações tanto quanto moradias de jovens como de centros sociais, em muitos casos misturando ambas as coisas. Parece que os desalojos são muito menos frequentes (por exemplo, estive em uma okupa de Atenas que já está a 20 anos funcionando). A participação nas okupas é muito alta, traduzindo-se em uma grande quantidade de atividades, a maioria com ginásios bem equipados, palestras, concertos, grupos de teatro, bailes, supermercados ecológicos e mil coisas mais. Tenho especialmente boa recordação das que frequentei em Tessalônica (Scholeío e Orfanatrofio) e Ioannina (Antiviosi).

    Existe outra forma de manter espaços políticos, conhecidas lá como “Centros Sociais”, que consistem em locais alugados, organizados por assembleia de diferentes coletivos e com um caráter mais estável. Dentre eles, me impressionou o “Micrópoles”, em Tessalônica – um edifício gerido pelo Movimento Antiautoritário (Antieksousiastiri Kinisi). O aluguel se paga com um bar-cafeteria situado no primeiro piso, e nos superiores existem diferentes projetos cooperativos, tais como uma copiadora, um supermercado de produtos locais e provenientes do comércio justo, uma creche, uma biblioteca, uma enfermaria para animais feridos, entre outras coisas. Me surpreendeu bastante o quanto estava bem organizado, mas lamentavelmente não pude conhecer muito sobre a organização do movimento que o coordena,  mas parece uma aposta organizativa formal dentro do libertário e bastante centrada no tema da economia social e a recuperação de espaços. As referências que tive por parte de outros anarquistas foram que, em muitos casos, parece uma organização um tanto centralizada, o que têm provocado algum atrito com outros coletivos, embora lamentavelmente não tenha muita informação sobre esse tema.

    Um aspecto vital para entender o movimento anarquista grego, já destacado acima, é a falta de tradição e organizações anarquistas mais ou menos clássicas. Como disse antes, isto tem um efeito positivo, já que têm possibilitado um movimento muito jovem, aberto e de grande força e dinamismo. Diferentemente da Espanha, que têm caído no burocratismo, na rigidez e nas polêmicas absurdas que em muitos casos têm gerado o “anarquismo clássico” e suas organizações, e, por outro lado, na frivolidade e superficialidade da que, talvez como reação, peca o anarquismo mais autônomo. Mas é certo que tem seus problemas. Na Grécia, segundo me contaram, existe uma identificação, que chega ao absurdo da organização, com o autoritarismo e os partidos políticos, chegando inclusive a afetar os processos de assembleia em seus aspectos mais básicos. Em muitos casos (aqui falo por ter ouvido, porque não entendia nada nas assembleias que presenciei) o conceito de desenvolvimento de acordos da assembleia, por meio de grupos de trabalho, é desconhecido, colocando inclusive problemas na hora de recolher assinaturas ou ter responsáveis pelas tarefas. Isto se traduz em uma dificuldade na participação de pessoas com menos disponibilidade de tempo que os jovens, e dificuldade de manter estruturas organizativas complexas.

    Também existe algo que a “tradição” anarquista (em grande parte pelo anarcosindicalismo) deixou no Estado espanhol e que faz falta: a concepção do anarquismo como expressão da classe trabalhadora e as pessoas humildes em geral. Tampouco por aqui isso esteja sobrando, mas existem mais tentativas nesse sentido, ao menos em comparação com um movimento anarquista de um tamanho consideravelmente maior, como é o grego. Não existem na Grécia tantos movimentos de bairro ou lutas sociais com um caráter antiautoritário, sem ser especificamente anarquistas, como no Estado espanhol. Tudo parece muito mais politizado, não parece existir o conceito de movimentos sociais tal como temos aqui. É interessante a diferente evolução que teve o movimento das praças que começou em Sintagma sobre o 15M espanhol – tendo um caráter muito menos esquerdista o primeiro – e no qual os anarquistas em sua maioria não participaram. Isto é uma vantagem ou um inconveniente? Dada a situação política na Grécia, é possível que, por parte do anarquismo, se possa criar um movimento popular libertário sem ter que participar de movimentos sociais junto com a esquerda estadista, mas não sei se o fato de estar diretamente autodenominado como anarquista possa resultar um limite para a ação política das massas.

    Por outro lado, alguns setores anarquistas gregos (os chamados niilistas, que pelo que sei tem grande semelhança ao insurrecionalismo que esteve em voga aqui há alguns anos) ostentam um maximalismo que torna difícil se comunicar com a população e cai no mesmo erro que muitas vezes se comete também aqui: o de ter uma atitude de rejeição às “pessoas normais”. A favor deste setor do anarquismo grego, é preciso dizer que movimentam-se muito mais que por aqui, com ações de uma contundência que todos conhecemos. E, contra este caráter maximalista, os leva muitas vezes a qualificar o resto do movimento ácrata de “não anarquista”, havendo chegado inclusive a ataques contra o resto do movimento anarquista em Tessalônica que levou a uma lamentável luta de tendências.

    Há iniciativas muito interessantes como as dos companheiros do ESE, que tentam criar uma organização anarcosindicalista no complicado sistema grego (em que não há sindicatos propriamente ditos como aqui, mas sim espécies de corporações estatais, cujas eleições concorrem grupos sindicais). Como disse, me surpreendeu a energia empregadas nos piquetes, assim como as excelentes relações que têm com membros das okupas anarquistas (participando e sendo apoiado por elas). Me pareceu um grande ponto a favor, onde ser uma organização pequena e relativamente nova não suporta o peso de estruturas e, em muitos casos, folclore herdado, que sofremos no Estado espanhol. Por outro lado, manter a ideia da necessidade de organização e luta no âmbito trabalhista é, na Grécia, uma grande contribuição a um movimento que durante anos rotulou essas lutas como reformistas e contrárias ao anarquismo.

    Outra iniciativa muito interessante é a autogestão da fábrica de materiais para a construção de Vio.Me. O empresário quer fechá-la, abandonando-a; em resposta, por parte dos trabalhadores, enfrentam o desafio de continuar com a empresa de forma coletiva, apoiados por ESE, o Movimento Antiautoritário e o resto dos coletivos libertários. Atualmente buscam relançar a produção da fábrica, arrecadando o dinheiro necessário mediante a venda de produtos de limpeza, por meio de um circuito comercial cooperativo, com a perspectiva de participar em um processo de criação de uma economia social que permita uma alternativa às práticas capitalistas.

    Como se vê, existem questões semelhantes as que existem no Estado espanhol, com debates parecidos sobre como organizar-se e comunicar-se com o povo. Lamentavelmente na Grécia, apesar da potência do movimento, não vi uma grande relação com as classes populares que estão sofrendo os cortes. Falando com companheiros de Tessalônica deste tema, comentávamos que no CSOA em que estávamos havia muitíssimas atividades, mas quase todos os participantes eram jovens, em maior parte estudantes. Isto é algo que podemos extrapolar ao resto do movimento anarquista grego. À minha pergunta sobre a atividade do partido Aurora Dourada, me responderam que pelo centro da cidade não apareciam, já que está dominado em sua maior parte pelos anarquistas. Nos bairros periféricos e humildes, não sabiam com certeza qual era a situação, sendo certo que haviam aberto uma sede ao lado de uma delegacia para não serem atacados, o que dá ideia de sua debilidade na rua. Suspeitavam que estavam detrás da organização de assembleias nos bairros para protestar contra a prostituição e a imigração no bairro de um companheiro, mas não se participou dela para confirmar essa atividade. Algo semelhante me pareceu quando perguntei em Atenas: ali a presença do partido Aurora Dourada é mais forte, sobretudo nos bairros pobres, enquanto o anarquismo está em uma zona central. Isto deveria levar-nos a uma reflexão importante. No lugar em que há anos era impensável a presença de nazis na rua e a vida política, tem conseguido infiltrar-se nas instituições e começam a ter seus próprios espaços em algumas cidades. Têm sabido ver e aproveitar as frestas que lhes deixaram, manobrando habilmente, usando de forma inteligente golpes de efeitos midiáticos, conseguindo atuar na rua com um pretexto assistencialista, por exemplo mediante distribuição de comida (coisa que impossibilita um ataque direto por parte do antifascismo).

    Em geral a imagem que tenho do Aurora Dourada é por um lado menos forte do que o alarmismo criado pela mídia na Europa, mas por outro lado muito mais sinistra e perigosa – a de um movimento escorregadio e que sabidamente é difícil de parar. Deveríamos analisar isto agora enquanto é tempo. Na Grécia até agora, tem conseguido fazer frente a uma maioria esquerdista na rua, surpreendentemente, a um movimento anarquista muito mais desenvolvido e forte que o nosso, assim como um antifascismo muito sério, preparado e arrojado. Mas têm aproveitado a falta de sintonia do anarquismo e da esquerda, com grande parte da população que está sofrendo os cortes na Grécia. Muitos dos que têm sucumbido ao sistema de clientelismo do PASOK (Partido Socialista Grego) e pequenos comerciantes arruinados entram no jogo do Aurora Dourada. Se os companheiros gregos não são capazes de achar a chave, poderão enfrentar um problema muito grave nos próximos anos, já que há um refluxo (como aqui) das massas, cansadas de manifestações e mobilizações que não tem conseguido diminuir o empobrecimento e perda de direitos que sofrem. Se não se consegue construir uma alternativa para as necessidades concretas dos gregos empobrecidos – de comida, trabalho, moradia e saúde – muitos deles vão cair também na chantagem clientelista do Aurora Dourada, nutrindo-os de uma força nas ruas para enfrentar a esquerda e de um apoio nas instituições que pode dar uma volta na situação política. Creio que esta é a grande pendência dos anarquistas gregos, já que a potência do movimento não será suficiente se não articular essa alternativa popular. Nós, aqui no Estado espanhol, também temos que tomar nota disto, porque se em um país como a Grécia os nazis estão conseguindo estas coisas, aqui também podem fazê-lo, e possivelmente com mais facilidade.

    Mas creio que os companheiros gregos têm um grande potencial para sair adiante neste embate. São, como já disse antes, gente de grande qualidade militante; estão em um país em que a esquerda sempre foi forte, e sobretudo em muitos casos, expressam um grande interesse em superar o obstáculo que se tem colocado para o movimento anarquista na Grécia, apesar de todo seu vigor: a falta de organização e de conexão com as necessidades dos gregos empobrecidos. Em minha estadia, os debates que mantivemos após umas palestras sobre o movimento pela moradia digna e a ocupação de terras em Andaluzia foram muito interessantes, e me permitiram ver que as pessoas estão refletindo muito sobre essas questões e são conscientes do que está ocorrendo com o auge do fascismo e os cortes por parte do governo. Ao final, as questões e os debates são parecidos com os que temos aqui, ainda que talvez contemos com diferentes recursos na hora de enfrentá-los. Que podemos concluir de tudo isto? Em minha opinião, que para construir um movimento libertário forte e que seja uma verdadeira expressão da luta popular, é imprescindível compararmos experiências, estabelecer vínculos, ver-nos, falar-nos, compreendermo-nos, e, com o tempo, lutarmos juntos, aqui, na Grécia e no resto do mundo. É preciso proceder com calma, escrever com boa letra, mas não podemos dormir. Todo o tempo que perdemos e as oportunidades que desperdiçamos são aproveitadas pelo sistema, tanto em sua vertente “democrática” na hora de fazer-nos retroceder nos direitos que custará muito recuperar, como na vertente fascista, que se prepara como alternativa para o caso de que a instabilidade gerada pela crise a faça útil para os capitalistas.

    Tradução > Sol de Abril

    agência de notícias anarquistas-ana

    Tarde de inverno
    O por-do sol sumiu
    em meio a poeira

    Antonio Malta Mitori