Categoria: Programação da Cordel

  • Existe movida no agreste sergipano sim!!

    Existe movida no agreste sergipano sim!!

    Todxs sabemos as dificuldades em se construir coletivos ou mesmo ações que caminhem cada vez mais para a autonomia de nossas vidas, e esse desafio existe em qualquer lugar, seja nas grandes cidades ou em pequenas, mas é claro que nas cidades do interior essas dificuldades aumentam e muito, porque enquanto nas grandes cidades as dificuldades são em relação as vivências e aos consensos, nas cidades menores as dificuldades são em encontrar pessoas que tenham pelo menos um mínimo de afinidade com aquilo que acreditamos. 
    Muitas vezes utilizando de um pré-conceito, de que as coisas (politicas, culturais…) só acontecem nas capitais,   a primeira conclusão que somos condicionadxs a chegar quando pensamos em uma cidade do interior é que dificilmente há pessoas que são contrárias aos valores  conservadores existentes, mas quando seu contato com essa realidade aumenta e suas relações se ampliam, você se depara com pessoas e mentes que demonstram ser  criticas a alguns aspectos desse modelo conservador, e acreditamos que há um potencial nessas pessoas para construir relações com base em práticas libertárias. É nesse pensamento que a “Oficina faça você mesmx” foi construida.
    Aconteceu nessa terça-feira dia 8 de março a 1° Oficina Faça Você Mesmx – Stencil”, na cidade de Campo do Brito/SE, que fica no agreste sergipano, a proposta da oficina é que fosse realizada na principal praça da cidade e que fosse com a juventude que anda de skate.
    Além da oficina também foi distribuido o livreto “Para Mudar Tudo”, e conversarmos um pouco sobre os principios de não opressão (sem machismo, racismo e violência de qualquer espécie). Ficou a proposta e a vontade que aconteça outros encontros e oficinas.
     

  • Para todxs nossxs amigxs e companheirxs de luta

    Para todxs nossxs amigxs e companheirxs de luta:
     
    Como muitxs sabem esse ano para nós tiveram muitas coisas novas, desde a mudança de estado (da bahia para sergipe), e também em alguns projetos que nos colocamos para fazer esse ano.
     
    Devido a isso nos afastamos da ràdio cordel libertário e também de algumas atividades que faziamos com certa periodicidade como a banquinha libertária a propriedade é um roubo e outras movidas que estavamos envolvidxs.
     
    Pretendemos nos organizar melhor e retomarmos em breve essas atividades e relações que tanto nos fortalecem e fortalecem o anarquismo. Obs: retomar a rádio online não depende somente da nossa vontade mas também da velocidade da internet e que aqui no interior do sergipe é instável,rs.
    Enfim pedimos desculpas por não responder algumas msgs no fachobook, mas realmente estamos bem distantes dessa rede social. Mas estamos fazendo o possivel para nos aproximar de outras redes sociais, muitos mais reais e fortificantes.
     

    Saudações anarquistas!!
  • Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Por: Saruê, Espectro, Mano

    Relato do 2º Ato Contra a Tarifa

    Foto Espectro
    Hoje, dia 23 de Janeiro, com a persistência do aumento da passagem de ônibus, ocorreu em Salvador o 2º Ato Contra a Tarifa, puxado pela Frente Tarifa Zero.
    Foto Saruê
    O ato foi marcado para as 16:00 na Praça do Campo Grande, em frente ao TCA. Por volta das 16:30, haviam cerca de 25 pessoas no local. Essas, começaram a puxar uma batucada junto com os gritos de ordem para dar inicio a agitação.
    Foto Saruê
    Após a batucada, foi realizada uma assembléia com cerca de 45 pessoas, para decidir o que fazer:
    Primeiramente foi feita uma panfletagem com as pessoas que estavam no ponto de ônibus e ocupando a pista durante o sinal vermelho para puxar gritos de ordem e fazer a panfletagem também com os buzús que paravam no sinal.
    Foto Saruê
    Em seguida, foi dada uma volta na praça, por volta das 18h finalizando no centro da praça do campo grande, onde ocorreu um encontro com o grupo de Teatro Anexu’s, que fazia ali uma intervenção artística com uma encenação que tinha como alvo a mídia e suas manipulações. Nesse momento as pessoas que estavam no ato se voltaram à encenação, agregando também os jovens que se encontram comumente na Praça Campo Grande. 

    Foto Saruê
    Foto Saruê

    Haviam tochas queimando no chão que estavam sendo usadas na apresentação, o que motivou a colocar fogo também em uma catraca que o Tarifa Zero utilizou como símbolo da comercialização do transporte público dentre outros setores. Algumas pessoas chegaram a pular a catraca em chamas. Com toda essa movimentação foi possível observar alguns guardas municipais próximos, mas se mantiveram apenas observando e não interferiram diretamente no ato.

    Rearticular a luta autônoma é preciso.
    Foto Saruê
    Desde 2003 após a revolta do buzu, o movimento passe livre ou contra a tarifa tem sofrido um desgaste muito grande, onde aqui destacamos duas questões principais: uma a pelegagem partidária, entre elas as principais PT e PCdoB (as mesmas responsáveis em vender o movimento em 2003) com suas juventudes (JPT e UJS) que todos os anos entram no movimento com o objetivo de desmobilizar e também obter espaço dentro de secretárias, e a outra questão se refere a uma autocritica, que se ignorássemos seriamos injustxs, que é a responsabilidade dxs próprixs lutadorxs autonomxs nesse processo, que ao se afastar das escolas e dos espaços de luta popular isso também acarretou no distanciamento dxs secundaristas/trabalhadorxs, que foram xs protagonistas da luta em 2003, e também por esse motivo o movimento a cada ano passou a ter em sua maioria a presença dxs estudantes universitárixs e antigxs lutadorxs.
    Mesmo com as demandas que são postas pela burguesia/estado temos que ter em vista a conjuntura de luta presente em salvador/ba, e buscarmos principalmente fortalecer a luta autônoma, tendo em vista que a relação com xs partidos, seja governistas ou ditos de esquerda historicamente nos mostrou que é uma relação em que muitas vezes os objetivos finais são opostos. E para fortalecer essa luta é imprescindível o retorno aos trabalhos de base já tentando construir desde o inicio relações autônomas e libertárias, que talvez não será fácil, mas serão duradouras, não só para a luta contra a tarifa mas as lutas populares em geral.
    Força para todxs que buscam construir a luta libertária em Salvador e em todos os cantos!!!!

  • Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Dois desafios: Lutar contra a tarifa e rearticular a luta autônoma em SSA

    Por: Saruê, Espectro, Mano

    Relato do 2º Ato Contra a Tarifa

    Foto Espectro
    Hoje, dia 23 de Janeiro, com a persistência do aumento da passagem de ônibus, ocorreu em Salvador o 2º Ato Contra a Tarifa, puxado pela Frente Tarifa Zero.
    Foto Saruê
    O ato foi marcado para as 16:00 na Praça do Campo Grande, em frente ao TCA. Por volta das 16:30, haviam cerca de 25 pessoas no local. Essas, começaram a puxar uma batucada junto com os gritos de ordem para dar inicio a agitação.
    Foto Saruê
    Após a batucada, foi realizada uma assembléia com cerca de 45 pessoas, para decidir o que fazer:
    Primeiramente foi feita uma panfletagem com as pessoas que estavam no ponto de ônibus e ocupando a pista durante o sinal vermelho para puxar gritos de ordem e fazer a panfletagem também com os buzús que paravam no sinal.
    Foto Saruê
    Em seguida, foi dada uma volta na praça, por volta das 18h finalizando no centro da praça do campo grande, onde ocorreu um encontro com o grupo de Teatro Anexu’s, que fazia ali uma intervenção artística com uma encenação que tinha como alvo a mídia e suas manipulações. Nesse momento as pessoas que estavam no ato se voltaram à encenação, agregando também os jovens que se encontram comumente na Praça Campo Grande. 

    Foto Saruê
    Foto Saruê

    Haviam tochas queimando no chão que estavam sendo usadas na apresentação, o que motivou a colocar fogo também em uma catraca que o Tarifa Zero utilizou como símbolo da comercialização do transporte público dentre outros setores. Algumas pessoas chegaram a pular a catraca em chamas. Com toda essa movimentação foi possível observar alguns guardas municipais próximos, mas se mantiveram apenas observando e não interferiram diretamente no ato.

    Rearticular a luta autônoma é preciso.
    Foto Saruê
    Desde 2003 após a revolta do buzu, o movimento passe livre ou contra a tarifa tem sofrido um desgaste muito grande, onde aqui destacamos duas questões principais: uma a pelegagem partidária, entre elas as principais PT e PCdoB (as mesmas responsáveis em vender o movimento em 2003) com suas juventudes (JPT e UJS) que todos os anos entram no movimento com o objetivo de desmobilizar e também obter espaço dentro de secretárias, e a outra questão se refere a uma autocritica, que se ignorássemos seriamos injustxs, que é a responsabilidade dxs próprixs lutadorxs autonomxs nesse processo, que ao se afastar das escolas e dos espaços de luta popular isso também acarretou no distanciamento dxs secundaristas/trabalhadorxs, que foram xs protagonistas da luta em 2003, e também por esse motivo o movimento a cada ano passou a ter em sua maioria a presença dxs estudantes universitárixs e antigxs lutadorxs.
    Mesmo com as demandas que são postas pela burguesia/estado temos que ter em vista a conjuntura de luta presente em salvador/ba, e buscarmos principalmente fortalecer a luta autônoma, tendo em vista que a relação com xs partidos, seja governistas ou ditos de esquerda historicamente nos mostrou que é uma relação em que muitas vezes os objetivos finais são opostos. E para fortalecer essa luta é imprescindível o retorno aos trabalhos de base já tentando construir desde o inicio relações autônomas e libertárias, que talvez não será fácil, mas serão duradouras, não só para a luta contra a tarifa mas as lutas populares em geral.
    Força para todxs que buscam construir a luta libertária em Salvador e em todos os cantos!!!!

  • Ampliando a Luta Anarquista para Além das Fronteiras. Convite para xs Compas Anarquistas de $ergipe

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    Ampliando a Luta Anarquista para Além das Fronteiras
    Convite para xs Compas Anarquistas de $ergipe
    Já alguns anos que a Cordel Libertário além de manter a Rádio tem atuado também na comunicação e agitação da luta anarquista em $alvador/BA através da: Banquinha Libertária A propriedade é um Roubo, Ciclo de Debates, Batucada Anarquista, panfletagens, lambes além de estar envolvidxs na luta pelo passe livre, 1° de Maio e muitas outras atividades. Durante esse tempo tivemos como objetivo fortalecer a cena anarquista da cidade que já algum tempo está fragmentada devido a diversos fatores, e nisso tivemos diversas dificuldades, seja na propaganda anarquista, seja com xs próprias companheirxs anarquistas das “antigas”, independente de tudo foi uma grande experiência para nós.
    Mas agora queremos anunciar que xs integrantes da Cordel Libertário não residi mais na cidade de $alvador/Ba, e nem na Bahia, pois nos mudamos para o Estado de $ergipe, e será nesse Estado que por algum tempo iremos focar nossa atuação (além de manter a Rádio que é online, é claro). Mesmo nos afastando de $alvador/BA ainda iremos manter as atividades periódicas que vinhamos fazendo algum tempo, como a Banquinha Libertária A propriedade é um Roubo e o Ciclo de Debates Libertários, além de outras atividades que possam ocorrer através da parceria com os Coletivos Anarquistas da cidade e do Estado. A Cordel Libertário possivelmente também estará presente na cobertura das lutas da cidade, através da parceria dxs companheirxs que serão a ponte da Rádio Cordel Libertário em $alvador. Mas devido a distância não iremos estar tão presente no cotidiano de luta da cidade como a vários anos estivemos.
    Convite para xs Companheirxs Anarquistas de $ergipe
    Como agora estamos em $ergipe gostaríamos de nos envolver no fortalecimento da luta anarquista nessas bandas, por isso convidamos xs companheirxs que se aproximam dos princípios que acreditamos a construir uma rede de afinidades na busca de organizarmos atividades juntxs.
    Sendo assim quem tiver interesse em somar conosco pedimos que entre em contato pelo e-mail radiocordel-libertario@riseup.net.
    Companheirxs Anarquistas de $ergipe e da Bahia estamos juntxs para somar!!!
  • Ampliando a Luta Anarquista para Além das Fronteiras. Convite para xs Compas Anarquistas de $ergipe

    Ampliando a Luta Anarquista para Além das Fronteiras. Convite para xs Compas Anarquistas de $ergipe

    Ampliando a Luta Anarquista para Além das Fronteiras
    Convite para xs Compas Anarquistas de $ergipe
    Já alguns anos que a Cordel Libertário além de manter a Rádio tem atuado também na comunicação e agitação da luta anarquista em $alvador/BA através da: Banquinha Libertária A propriedade é um Roubo, Ciclo de Debates, Batucada Anarquista, panfletagens, lambes além de estar envolvidxs na luta pelo passe livre, 1° de Maio e muitas outras atividades. Durante esse tempo tivemos como objetivo fortalecer a cena anarquista da cidade que já algum tempo está fragmentada devido a diversos fatores, e nisso tivemos diversas dificuldades, seja na propaganda anarquista, seja com xs próprias companheirxs anarquistas das “antigas”, independente de tudo foi uma grande experiência para nós.
    Mas agora queremos anunciar que xs integrantes da Cordel Libertário não residi mais na cidade de $alvador/Ba, e nem na Bahia, pois nos mudamos para o Estado de $ergipe, e será nesse Estado que por algum tempo iremos focar nossa atuação (além de manter a Rádio que é online, é claro). Mesmo nos afastando de $alvador/BA ainda iremos manter as atividades periódicas que vinhamos fazendo algum tempo, como a Banquinha Libertária A propriedade é um Roubo e o Ciclo de Debates Libertários, além de outras atividades que possam ocorrer através da parceria com os Coletivos Anarquistas da cidade e do Estado. A Cordel Libertário possivelmente também estará presente na cobertura das lutas da cidade, através da parceria dxs companheirxs que serão a ponte da Rádio Cordel Libertário em $alvador. Mas devido a distância não iremos estar tão presente no cotidiano de luta da cidade como a vários anos estivemos.
    Convite para xs Companheirxs Anarquistas de $ergipe
    Como agora estamos em $ergipe gostaríamos de nos envolver no fortalecimento da luta anarquista nessas bandas, por isso convidamos xs companheirxs que se aproximam dos princípios que acreditamos a construir uma rede de afinidades na busca de organizarmos atividades juntxs.
    Sendo assim quem tiver interesse em somar conosco pedimos que entre em contato pelo e-mail radiocordel-libertario@riseup.net.
    Companheirxs Anarquistas de $ergipe e da Bahia estamos juntxs para somar!!!
  • Relato do Evento “Comida, não Tiros”

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    Relato do evento “Comida, não Tiros”
    Contrariando todas as previsões do tempo felizmente na manhã do dia 20 de dezembro não choveu, não que somos contrárixs a chuva, mas que nesse dia várias pessoas estavam envolvidas para fazerem uma linda atividade em praça pública, na cidade de Camaçari/BA (região metropolitana de $alvador/BA) e tinha como objetivo a propaganda e a formação dxs que ali estivessem.

    Como tudo começou

    Foi através de um contato que tivemos com xs companheirxs do Coletivo Maria Baderna (que entre sua maioria são estudantes secundaristas do IFBA) que estiveram presentes em duas atividades que organizamos, na 10º Banquinha Libertária A Propriedade é um Roubo e também no Ciclo de Debates Libertários, e foi ai que nos disseram que iriam organizar uma atividade na praça de Camaçari, e logo nos interessamos em levar a banquinha desse mês para lá, e durante a semana também recebemos o convite de intermediar uma roda de conversa sobre anarquismo, na qual aceitamos com bastante alegria.

    Chegando em Camaçari

    Combinamos com algumas pessoas de $alvador em se encontrar na estação da Lapa as 07:00 e irmos juntxs para o evento que estava marcado para as 09:00, após uma viagem de uma hora e meia chegamos, e fomos recebidxs por integrantes do Coletivo Maria Baderna na rodoviária e nos levaram até a Praça Abrantes, no centro de Camaçari. 
    Chegando lá já estava pronta a banquinha de comida vegana gratuita e também algumas faixas e cartazes, e fomos logo montar a nossa Banquinha Libertária a Propriedade é um Roubo (materiais libertários e anarquistas gratuitos), tudo em um clima muito amistoso e receptivo.

     11º Banquinha Libertária – A Propriedade é um Roubo

    Para essa banquinha especial, e que também era a última do ano preparamos livros, textos e zines de diversos coletivos e temas, foi a banquinha que imprimimos mais materiais de todas as outras banquinhas, tudo para ser pego gratuitamente, buscando construir relações para além do capital. Teve uma dinâmica bem interessante, pois algumas pessoas que participavam do evento se colocaram espontaneamente para distribuir e falar da proposta da banquinha para a população que ali passava. A banquinha esteve presente durante o evento todo, onde além das pessoas que estavam no evento a própria população que ali passava também buscavam os materiais de sua preferência.

    Sarau Libertário
    A primeira atividade do evento foi o sarau, e quem abriu foi xs companheirxs do Coletivo Maria Baderna, com poesia e músicas, e logo depois outras pessoas também se colocaram a declamar poesias e também cantar músicas, tudo aos olhares da população que ali passavam, algumas de passagem com suas compras se deparavam com essa atividade anarquistaacontecendo e que nada lembrava esse período de consumismo natalino; outras se sentiram convidadas/motivadas para entrar na roda.
    Distribuição Gratuita de comida vegana para a população


    Durante todo o evento esteve presente uma mesa com salgados, bolos, frutas, tudo vegano e gratuito, e durante os intervalos de cada atividade xs participantes passavam com as bandejas de comida vegana pela praça distribuindo para a população e também informando que aquela alimentação não havia nada de origem animal, um gesto de propaganda pela prática sobre o veganismo.

    Rodas de Conversas

    Todas as rodas de conversas foram feitas de forma autogestionária, sem mesa ou pessoa que coordenava as ordens das falas ou mesmo dizia qual caminho que aquela conversa deveria seguir, ou seja deixando todas as pessoas com a liberdade de falarem o que quiserem se caso tivessem interesse.

    Na primeira roda de conversa foi com o tema veganismo, e quem intermediou foi uma pessoa do Coletivo Maria Baderna, que leu um ótimo texto tratando das diversas questões que envolvem o veganismo e fazendo duras críticas no que condiz a ditadura da carne e suas consequências. Após isso houveram diversas intervenções, que buscavam tanto complementar o debate que estava posto como também tiravam dúvidas sobre questões que são tão pouco discutidas em diferentes espaços tanto anarquistas como não anarquistas.

    A segunda roda de conversa foi com o tema anarquismo, e quem intermediou foi uma pessoa da Rádio Cordel Libertário, que iniciou a conversa falando da origem da palavra anarquia, anarquista, anarquismo, e as diferentes correntes do anarquismo, mostrando assim a pluralidade existente no anarquismo, e que essa seria a riqueza dele. Após isso falou um pouco de alguns teóricos e livros clássicos do anarquismo, e em seguida sobre o anarquismo no brasil desde o anarco-sindicalismo até xs anarcxpunks. Durante esse bate papo também houveram diversas intervenções, algumas um pouco acaloradas, mas todas de forma bem respeitosa.
    Já a terceira e última roda foi sobre transfeminismo e quem intermediou foram duas mulheres trans, uma delas do Coletivo Maria Baderna, e a outra pessoa também uma ativista na luta trans. Esse foi um bate papo mais de dúvidas das pessoas que ali estavam do que comentários, devido a falta de espaços que debatam esse tema, mas nem por isso deixou de ser rico, pelo contrário, pode se entender muita coisa que envolve o debate e a vida das pessoas trans, tanto institucionalmente, com o e$tado criando diversas barreiras para que uma pessoa trans possa viver da forma que deseja, seja por exemplo na escolha de seu próprio nome social, e também nos hospitais, não respeitando as escolhas que essas pessoas fazem, como também foi falado sobre o transfeminismo e feminismos, e como ambos se relacionam.
    Encerramento ou até a próxima

    Após a conversa sobre transfeminismo foi feito uma roda de conversa para que cada pessoa pudesse falar sobre as suas reflexões de como foi o evento e o que sentiu, e pode se verificar nas falas a importância que foi esse evento para muitas pessoas e sobre a necessidade de que mais momentos como esse pudesse acontecer.
    E que venha o próximo……..
  • Relato do Evento “Comida, não Tiros”

    Relato do Evento “Comida, não Tiros”

    Relato do evento “Comida, não Tiros”
    Contrariando todas as previsões do tempo felizmente na manhã do dia 20 de dezembro não choveu, não que somos contrárixs a chuva, mas que nesse dia várias pessoas estavam envolvidas para fazerem uma linda atividade em praça pública, na cidade de Camaçari/BA (região metropolitana de $alvador/BA) e tinha como objetivo a propaganda e a formação dxs que ali estivessem.

    Como tudo começou

    Foi através de um contato que tivemos com xs companheirxs do Coletivo Maria Baderna (que entre sua maioria são estudantes secundaristas do IFBA) que estiveram presentes em duas atividades que organizamos, na 10º Banquinha Libertária A Propriedade é um Roubo e também no Ciclo de Debates Libertários, e foi ai que nos disseram que iriam organizar uma atividade na praça de Camaçari, e logo nos interessamos em levar a banquinha desse mês para lá, e durante a semana também recebemos o convite de intermediar uma roda de conversa sobre anarquismo, na qual aceitamos com bastante alegria.

    Chegando em Camaçari

    Combinamos com algumas pessoas de $alvador em se encontrar na estação da Lapa as 07:00 e irmos juntxs para o evento que estava marcado para as 09:00, após uma viagem de uma hora e meia chegamos, e fomos recebidxs por integrantes do Coletivo Maria Baderna na rodoviária e nos levaram até a Praça Abrantes, no centro de Camaçari. 
    Chegando lá já estava pronta a banquinha de comida vegana gratuita e também algumas faixas e cartazes, e fomos logo montar a nossa Banquinha Libertária a Propriedade é um Roubo (materiais libertários e anarquistas gratuitos), tudo em um clima muito amistoso e receptivo.

     11º Banquinha Libertária – A Propriedade é um Roubo

    Para essa banquinha especial, e que também era a última do ano preparamos livros, textos e zines de diversos coletivos e temas, foi a banquinha que imprimimos mais materiais de todas as outras banquinhas, tudo para ser pego gratuitamente, buscando construir relações para além do capital. Teve uma dinâmica bem interessante, pois algumas pessoas que participavam do evento se colocaram espontaneamente para distribuir e falar da proposta da banquinha para a população que ali passava. A banquinha esteve presente durante o evento todo, onde além das pessoas que estavam no evento a própria população que ali passava também buscavam os materiais de sua preferência.

    Sarau Libertário
    A primeira atividade do evento foi o sarau, e quem abriu foi xs companheirxs do Coletivo Maria Baderna, com poesia e músicas, e logo depois outras pessoas também se colocaram a declamar poesias e também cantar músicas, tudo aos olhares da população que ali passavam, algumas de passagem com suas compras se deparavam com essa atividade anarquistaacontecendo e que nada lembrava esse período de consumismo natalino; outras se sentiram convidadas/motivadas para entrar na roda.
    Distribuição Gratuita de comida vegana para a população


    Durante todo o evento esteve presente uma mesa com salgados, bolos, frutas, tudo vegano e gratuito, e durante os intervalos de cada atividade xs participantes passavam com as bandejas de comida vegana pela praça distribuindo para a população e também informando que aquela alimentação não havia nada de origem animal, um gesto de propaganda pela prática sobre o veganismo.

    Rodas de Conversas

    Todas as rodas de conversas foram feitas de forma autogestionária, sem mesa ou pessoa que coordenava as ordens das falas ou mesmo dizia qual caminho que aquela conversa deveria seguir, ou seja deixando todas as pessoas com a liberdade de falarem o que quiserem se caso tivessem interesse.

    Na primeira roda de conversa foi com o tema veganismo, e quem intermediou foi uma pessoa do Coletivo Maria Baderna, que leu um ótimo texto tratando das diversas questões que envolvem o veganismo e fazendo duras críticas no que condiz a ditadura da carne e suas consequências. Após isso houveram diversas intervenções, que buscavam tanto complementar o debate que estava posto como também tiravam dúvidas sobre questões que são tão pouco discutidas em diferentes espaços tanto anarquistas como não anarquistas.

    A segunda roda de conversa foi com o tema anarquismo, e quem intermediou foi uma pessoa da Rádio Cordel Libertário, que iniciou a conversa falando da origem da palavra anarquia, anarquista, anarquismo, e as diferentes correntes do anarquismo, mostrando assim a pluralidade existente no anarquismo, e que essa seria a riqueza dele. Após isso falou um pouco de alguns teóricos e livros clássicos do anarquismo, e em seguida sobre o anarquismo no brasil desde o anarco-sindicalismo até xs anarcxpunks. Durante esse bate papo também houveram diversas intervenções, algumas um pouco acaloradas, mas todas de forma bem respeitosa.
    Já a terceira e última roda foi sobre transfeminismo e quem intermediou foram duas mulheres trans, uma delas do Coletivo Maria Baderna, e a outra pessoa também uma ativista na luta trans. Esse foi um bate papo mais de dúvidas das pessoas que ali estavam do que comentários, devido a falta de espaços que debatam esse tema, mas nem por isso deixou de ser rico, pelo contrário, pode se entender muita coisa que envolve o debate e a vida das pessoas trans, tanto institucionalmente, com o e$tado criando diversas barreiras para que uma pessoa trans possa viver da forma que deseja, seja por exemplo na escolha de seu próprio nome social, e também nos hospitais, não respeitando as escolhas que essas pessoas fazem, como também foi falado sobre o transfeminismo e feminismos, e como ambos se relacionam.
    Encerramento ou até a próxima

    Após a conversa sobre transfeminismo foi feito uma roda de conversa para que cada pessoa pudesse falar sobre as suas reflexões de como foi o evento e o que sentiu, e pode se verificar nas falas a importância que foi esse evento para muitas pessoas e sobre a necessidade de que mais momentos como esse pudesse acontecer.
    E que venha o próximo……..