Autor: cordellibertario

  • [Colômbia] Carta para Nicolás Neira, no sexto aniversário do seu assassinato

    A repressão que causou sua morte, voltou às ruas do centro de Bogotá neste 1˚ Maio de 2011, e quem desejou lembrá-lo nas palavras e nos gestos saboreamos o aroma de gás lacrimogêneo, a dureza dos espancamentos e detenções arbitrárias (como foi o caso do seu pai).

    Seis anos já, o tempo passa, as feridas não cicatrizam, e me pergunto: por que têm que cicatrizar? Se em uma situação como esta, a única coisa que nos oferece é a morte e a repressão para aqueles que querem defender a idéia de uma sociedade mais justa – talvez devêssemos por um curativo, esquecer e não deixar que brote a necessidade de lutar. Aqueles que te mataram querem que voltemos para casa, que trabalhemos sem parar, que procuremos ter uma vida ostentosa, que nos esqueçamos o sonho da revolução social e que só apareça como um fantasma para falar sobre o nosso passado, o que fomos e já não somos. Mas não daremos essa satisfação, vamos continuar em pé de guerra e nunca dar a outra face.

    Seis anos se passaram e a memória não esquece; lambendo suas feridas, lembramos de sua morte, a morte de tantos outros; lembrando do desamparo, o medo, mas também recordando a paixão pela justiça, a necessidade de mudar a sociedade.

    Não te santifico como um mártir, lembro como quem caiu pela irracionalidade deste modelo, a irracionalidade dos policiais que o espancaram, compreendo não como um fenômeno isolado, mas como a epiderme do estado atual das coisas. A você mataram a bofetadas e patadas, alguns às balas, a outros matam trabalhando alienados em escritórios, muitos são afundados na miséria, outros foram mortos em vida.

    Ontem, como hoje, como amanhã e como sempre, eu vou te levar para as profundezas da minha alma libertária, lembrando e relembrando o que fizeram com você… um crime de Estado.

    Com amor para você, para os seus e para aqueles que lutam.

    Atarka Rebel.

    Sexta-feira, 6 de maio de 2011, a seis anos de seu assassinato covarde.

    PS: Esta pequena carta terminou de ser escrita quando acontecia uma concentração na Rua 7 com 18  pelo sexto aniversário da morte de Nicolás.

    Nota da “ANA“:

    Nicolás David Neira, de 15 anos, foi brutalmente assassinado pela Polícia Nacional Colombiana, o Escuadrón Móvel Anti-disturbios (Esmad) no 1º de maio de 2005. Nicolás participava do bloco anarquista durante uma marcha em comemoração ao Dia do Trabalho em Bogotá, quando a manifestação foi alvo de uma violenta repressão policial, com bombas de gás lacrimogêneo, tiros de balas de borracha e golpes de cassetetes. Nicolás, asmático, sem poder correr, recebeu uma avalanche de golpes na cabeça e caiu inconsciente. Os cassetetes provocaram em Nicolás traumatismo craniano, fraturas múltiplas e edema cerebral.
    agência de notícias anarquistas-ana
    calor na nuca
    sol lá fora me faz
    sombra dentro
    Alexander Pasqual

  • [Itália] USI faz greve geral contra a guerra na Líbia

    Em 15 de abril, houve uma greve geral de um dia convocada pela União Sindical Italiana (USI-AIT) contra a guerra na Líbia. A iniciativa desta organização anarco-sindicalista foi apoiada pelos sindicatos independentes Cobas e SISA e também pelo Comitê de Imigrantes na Itália.
    A greve foi direcionada contra a participação da Itália na intervenção militar na Líbia e contra a política social e econômica do governo italiano. Os/as organizadores/as declararam o 15 de abril um “Dia de Fúria”.
    A greve mais ampla teve lugar na área de transporte. Começou às 21 horas do dia anterior e durou o dia inteiro. Alguns trens foram cancelados e o transporte municipal foi afetado em diferentes cidades. A greve também envolveu serviços médicos, educação e vários outros setores.
    Ocorreram manifestações em Milão, Turim, Palermo, Bolonha, Gênova, Roma e outras cidades – no total, mais de 20.
    Tempos de Guerra
    A operação Odissey Dawn (Odisséia da Alvorada) marcou o começo da intervenção militar na Líbia, outra missão de guerra com que as grandes potências do ocidente querem proteger interesses econômicos e equilíbrios geopolíticos que são ameaçados por instabilidade, tensões locais e ambições de caudilhos e ditadores.
    Trata-se do mais recente entre os episódios que tornam ainda mais patente o estado de guerra permanente no qual vivemos. Ao passar dos anos, mudam os cenários: dos Bálcãs (Bósnia, Kosovo) até o Magreb, passando pelo Oriente Médio (Iraque) e pela Ásia (Afeganistão); muda o nome das operações militares: de operações de polícia internacional a força tarefa contra o terrorismo a dispersão de forças de interposição e dissuasão, até chegar a definições mais tranqüilizadoras como missão de paz ou missão humanitária; mas, concretamente, não mudam nem os meios para levá-las a cabo nem a substância: bombardeios e mísseis, em uma palavra, se trata de guerra.
    Desde o começo ficou claro que a revolta na Líbia, ainda que impulsionada pelas insurreições que continuam estremecendo os países norteafricanos e do Oriente Médio (Tunísia, Argélia, Marrocos, Egito, Iêmen, Bahrein), apresentava traços de luta entre facções rivais pelo poder, fixadas no território por base em pertences tribais (Tripolitânia, Cirenaica e Fezã). Também era evidente que o papel exercido pela Líbia em vários níveis no cenário mediterrâneo (produção de petróleo e gás, economia-social relevante do ocidente, vigilância da área, controlador do fluxo migratório) faria com que a crise do regime de Gadafi se tornasse crise de nível internacional. Os bombardeios em Trípoli não são nada menos que a prova disso.
    Começou uma guerra de verdade, suja e vil como toda guerra, cujos objetivos não coincidem com nenhum dos que foram declarados: nem a queda de Gadafi, nem a implementação da “democracia”, nem a proteção da população. O objetivo real é bem claro: voltar a colonizar a Líbia, um país de suma importância por seus recursos energéticos e sua posição estratégica, através de sua balcanização. Em segundo lugar, não de menor importância, a intervenção militar aponta para a manutenção de um estado de guerra permanente e global que oculta as verdadeiras emergências (fome e miséria, desastres ambientais e nucleares, migrações massivas, supremacia das ganâncias sobre as necessidades) e que permita sufocar permanentemente lutas e revoltas.
    Uma guerra da qual a Itália participa hipocritamente, nem sequer assumindo suas próprias responsabilidades; direita e esquerda se unem nas mesmas declarações pseudopatrióticas, amparando-se por trás das indecentes palavras de Napolitano, para confundir e enturvar as consciências. Uma guerra na qual nosso “belo país” recolherá as migalhas, como um abutre.
    Nós somos contra esta guerra, como somos contra todas as guerras capitalistas e imperialistas. A única frente que reconhecemos é a da luta social contra os patrões e seus servos. Uma frente que une todos/as os/as explorados/as, independentemente de sua nacionalidade, etnia, língua e cultura, que os enfrenta sem possibilidade de conciliação à barbárie capitalista. Uma frente que para se opor ao alcance dos acontecimentos atuais não pode se limitar a defender as últimas migalhas da paz e do suportável nos resta, mas tem que oferecer alternativas concretas à miséria e à barbárie do mundo no qual vivemos e nas quais nos querem afundar cada vez mais.
    Os desfiles pela paz não são suficientes, devemos começar a construir uma sociedade diferente.
    Contra as guerras do capital, guerra social por um mundo diferente, livre de estados, exércitos e patrões!
    Secretariado Nacional USI-AIT
    Mais infos:
    agência de notícias anarquistas-ana
    Sobre os picos distantes
    Em completa solidão
    A lua minguante
    Antonio Malta Mitori
  • [Rússia] Carro de luxo de um agente da FSB é destruído no oeste de Moscou

    Comunicado:
    Na noite de 1º de Maio, os Partisans Urbanos incendiaram um carro luxuoso Audi Premium que tinha a permissão de passe da FSB (Serviço Federal de Segurança). A ação aconteceu perto da estação de metrô Bulevar Eslavo.
    Não é estranho que os representantes das forças governamentais, ou, melhor dizendo, os carrascos da gendarmeria [polícia federal], andem com carros chiquérrimos que custam mais que o salário de 3 anos inteiros de um cidadão comum da Rússia? Este fato nos diz o quê? Será que nos diz que estes corruptos e parasitas cospem na nossa cara exibindo o luxo? Então responderemos às humilhações resistindo!
    Nós não vamos nos submeter. E vocês?
    Partisans Urbanos
    Vídeo da ação direta incendiária:
    agência de notícias anarquistas-ana
    Tijolo maçiço,
    obra da mão calejada:
    cerâmica viva.
    Antonio Cabral Filho
  • [EUA] O terceiro “terrorista” mais procurado pelo FBI é um ativista do movimento de Libertação Animal e da Terra

    Com a suposta morte do fundador e líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, o FBI, a polícia federal estadunidense, reorganizou em 2 de maio passado a lista dos mais buscados pelos Estados Unidos por atividades terroristas; Andreas San Diego, fugitivo do movimento de libertação animal é agora o número três.
    San Diego foi acusado em 2004 pelos ataques sofridos a duas metas relacionadas com a campanha contra a HLS (Huntingdon Life Sciences), Chiron (Emeryville, Califórnia) e Shaklee (Pleasonton, Califórnia). Foi visto em 2003, depois que ele escapou da vigilância do FBI no centro de São Francisco.
    Andreas San Diego é o principal suspeito referente ao bombardeio a Shaklee, pois foi detido por uma infração menor de trânsito, a menos de uma milha antes da detonação de explosivos (pelo que a polícia suspeita). Ele está em fuga por quase oito anos.
    A adesão de San Diego na lista dos mais procurados é uma estratégia ousada do governo federal, vendendo ao público a falsa informação de que os ativistas pela libertação animal e a ALF são terroristas. Esse movimento em que, em mais de 30 anos de atividade, nenhum humano foi afetado. Os ataques de San Andreas foram realizados em edifícios de escritórios vazios e ninguém ficou ferido.
    O FBI diz o seguinte sobre o fugitivo:
    Daniel Andreas San Diego é procurado por seu suposto envolvimento no bombardeio de dois edifícios de escritórios na área de São Francisco, Califórnia. Em 28 de agosto de 2003, duas bombas explodiram, cerca de uma hora de diferença na Chiron Corporação, em Emeryville. Então, em 26 de setembro de 2003, uma bomba, amarrada com pregos, explodiu na Corporação Shaklee, em Pleasanton. San Diego foi acusado no Tribunal Federal Distrital, Distrito Norte da Califórnia, em julho de 2004“.
    Depois disse, é claro, “deve ser considerado armado e perigoso” (a ficha de Peter Young, que estava foragido há 7 anos do FBI, continha a mesma anotação, embora ele nunca tenha tido uma arma de fogo).
    É impossível saber onde se esconde Andreas San Diego, mas por favor, pergunte a si mesmo o que você faria se uma noite, em sua porta, ele pedisse ajuda. San Diego está enfrentando uma sentença de prisão perpétua se preso, e agora, literalmente, fugiu por sua vida.
    agência de notícias anarquistas-ana
    Instante pequeno
    Cair da tarde
    A lua vindo
    Kátia Ribeiro de Oliveira

  • [Grécia] Exarchia, Crise e Greve Geral

    As ruas de Exarchia estão quase vazias. A maioria dos atenienses deixaram a cidade durante a Páscoa, um dos maiores feriados do ano por aqui, então as suas ruas normalmente movimentadas estão vazias. As lojas e os cafés têm as portas de segurança trancadas, revelando a arte de pinturas coloridas de spray anti-autoritárias. As imagens de manifestantes utilizando máscaras de gás, as palavras de ordem contra o capitalismo e contra o governo e tributos aos militantes presos cobrem as paredes de quase todos os edifícios, revelando um pouco da contra-cultura que geralmente acontece aqui.  
    Exarchia é conhecida em Atenas como o centro de lutas sociais. Este bairro densamente povoado tem a reputação de ser anti-sistema e de ser o abrigo de estudantes, anarquistas, artistas e esquerdistas de todos os tipos. Um mês de protestos por todo o país foi atiçado em Dezembro de 2008 quando um estudante do secundário e anarquista de 15 anos foi atingido a tiro e morto pela polícia perto da Praça de Exarchia. A maioria dos atenienses odeia a polícia, e quando este jovem foi morto todo o país explodiu. A mãe de Alexis construiu um memorial na esquina onde ele foi morto com a sua foto e as seguintes palavras:
    Aqui, no dia 6 de Dezembro de 2008, sem qualquer razão, o sorriso de criança foi extinto do inocente Alexis Grigoropoulous de quinze anos de idade pelas balas dos assassinos sem perdão“.
    Sinais dos protestos de Dezembro de 2008 podem ser ainda encontrados por aqui. Um edifício governamental que alojava o Ministério das Finanças continua vazio; resquícios de uma estrutura completamente queimada. Janelas que ainda se encontram partidas noutros edifícios, palavras de ordem que não foram bem lavadas e pintadas de stencil de Alexis podem ser ainda encontradas em pilares de mármore por toda a cidade.
    Este bairro é a morada da Universidade Politécnica, onde muitos confrontos entre estudantes e polícia tiveram lugar. Na Grécia a polícia não pode entrar nas universidades. A 17 de Novembro de 1973, dezenas de estudantes que se revoltaram contra o governo militar foram atingidos por balas por militares no auge de um movimento massivo de protesto. Apenas alguns meses depois, o governo caiu e foi substituído por uma Democracia moderna. Os gregos não esqueceram este acontecimento e estão preparados contra o ataque às suas liberdades. Eles são especialmente sensíveis no que diz respeito às incursões policiais nas universidades e são várias vezes postos fora por estudantes e anarquistas que recusam que a história se repita.
    O 1º de Maio está ao virar da esquina e apenas dez dias depois há uma greve geral. O campus Politécnico em Exarchia será sem dúvida o coração de muitos confrontos que terão lugar neste mês que vem. A economia grega está de rastos, os trabalhadores estão sobre um constante ataque e as pessoas que aqui vivem estão furiosas. Toda a gente por aqui fala da greve geral como algo com potencial para dar início a uma revolução. Muitos comparam a corrente crise ao colapso da economia Argentina em 2001, que levou a protestos massivos por todos os setores da população. Dez anos passaram desde então e o governo grego está numa situação muito parecida. Estão encurralados pelo alto valor do Euro e estão a ser forçados a atacar financeiramente a sua própria população pelo FMI e pela União Europeia. A Grécia é um barril de pólvora. Será a greve geral de 11 de Maio o rastilho.
    Imagens de Exarchia, Atenas:
    Tradução > P.M.
    Nota da “ANA“:
    Os gregos e gregas farão uma nova Greve Geral nesta quarta-feira, 11 de maio, para protestar contra as medidas de austeridade e as privatizações receitadas pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
    agência de notícias anarquistas-ana
    O bambu não cansa,
    o ano inteiro
    na mesma dança.
    Fabiano Vidal
  • [Bielorrússia] Chamado para ações conjuntas de solidariedade com os anarquistas bielorrussos de 12 a 15 de maio

    Já se passaram sete meses desde que o “caso dos incêndios” começou na Bielorrússia. Durante esse tempo, nossos amigos e companheiros ficaram atrás das grades. Tendo começado com detenções arbitrárias de ativistas em setembro do ano passado, o processo está finalmente chegando ao fim – está sendo levado a julgamento. No momento, sete indivíduos específicos na investigação do “caso dos anarquistas” permanecem sob detenção.
    Mikalai Dziadok, suas imputações são:
    • Organização de uma manifestação ilegal antimilitarista em setembro de 2009 contra um exercício de guerra entre a Rússia e a Bielorrússia, onde uma reunião de militares foi atacada com bomba de fumaça;
    • Ataque contra um cassino em Minsk em dezembro de 2009, como um protesto contra a crescente desigualdade social;
    • Um ataque contra a sede da Federação de Sindicatos em 1º de maio com a afirmação de que o Estado e esta organização utilizam os trabalhadores para os seus próprios interesses e não para defender os seus direitos e, muitas vezes, impedem que os trabalhadores cooperem entre si e organizem greves. Mikalai pode enfrentar 10 anos de prisão.
    Ihar Alinevich, suas imputações são:
    • Ataque à embaixada da Rússia em setembro de 2010, como uma ação de solidariedade com os detidos em Khimki;
    • Organizar manifestação ilegal antimilitarista;
    • Ataque contra um cassino em Minsk; ataque a uma sucursal do Belarusbank em 1º de maio, como um protesto contra o sistema financeiro do mundo; ataque contra o centro de detenção, em setembro de 2010, com a exigência de libertar todos os detentos. Ihar pode ser condenado a uma pena de reclusão de 12 anos.
    Aliaksandr Frantskevich está enquadrada por:
    • Participação na manifestação ilegal antimilitarista; ataque a uma delegacia de polícia na cidade de Soligorsk durante os dias de ação conjunta contra a polícia;
    • Ataque informático à página eletrônica municipal de Novopolotsk. Aliaksandr está ameaçado com 10 anos de prisão.
    Quanto ao caso do ataque a sede da KGB na cidade de Bobruisk em outubro de 2010, numa ação de solidariedade com os presos em setembro, agora Jauhen Vas’kovich, Artsiom Prakapenka e Pavel Syramolatau são os alvos da investigação. Todos eles podem ser condenados a uma pena de reclusão de 12 anos.
    Vale ressaltar que, inicialmente, todos os detidos foram acusados de apenas um dos episódios, em conformidade com o artigo 339,2 (vandalismo), considerando um máximo de 6 anos de prisão. No curso do inquérito mais episódios foram adicionados a cada um dos réus e o artigo foi alterado para o 218,2 (3) – destruição intencional de propriedades com pena de 12 anos de prisão. Além disso, todas as provas da acusação são baseadas no depoimento de duas “testemunhas” que tinham tomado parte em ações, mas nunca foram acusadas do crime.
    Durante a investigação mais de 50 pessoas foram interrogadas, 14 pessoas passaram desde 3 a 9 dias de cadeia. Todas essas pessoas alegaram danos psicológicos e, em alguns casos, pressão física durante o inquérito.
    No momento a maioria dos acusados estão na fase final de familiaridade com os materiais do caso. É muito provável que as audiências comecem no final de abril ou início de maio.
    Por isso, convocamos todos os interessados a promoverem ações de protestos contra as acusações injustas e de solidariedade com os anarquistas da Bielorrússia de 12 a 15 de maio de 2011. Ações de solidariedade de qualquer espécie, bem como outras iniciativas destinadas a difundir informações sobre a situação de repressão política na Bielorrússia e a participação dos advogados locais de direitos humanos para levantar a questão dos processos judiciais na Bielorrússia.
    Cruz Negra Anarquista, Bielorrússia
    agência de notícias anarquistas-ana
    sol em plenitude
    uma rã pula — em versos
    barulho de Vida
    Roséli
  • [Coréia do Sul] Anarquista sul-coreano é condenado a 18 meses de prisão por objeção de consciência

    O jovem anarquista sul-coreano Jihwan Ahn foi condenado a 18 meses de prisão por objeção de consciência em 17 de fevereiro passado, em Seul.. Ele está atualmente encarcerado na prisão de Youngdengpo e deverá será libertado em 16 de agosto de 2012. Jihwan recebeu 18 meses de prisão por suas crenças e sua rejeição ao serviço militar.
    Em sua declaração, ele afirma:
    Não vejo razões – seja num sentido legal ou mesmo moral – para explicar a vocês qual o meu critério de consciência, e a história de como esse foi alcançado, ou da veracidade dessa consciência, enquanto eu declaro que me recuso ao serviço militar, de acordo com minha própria consciência. Não estou alegando isso de uma maneira infantil, mas essa é mesmo a minha convicção. Então, eu gosto de subir uma montanha pela manhã, ou de ir à praia quando está chovendo, tirar uma soneca depois do almoço, e colher flores do campo e colocá-las num vaso em minha sala – todas essas coisas você pode fazer livremente, sem permissão. Para mim, não prestar o serviço militar é assim também – uma questão de liberdade individual. Se alguém tenta tirar essa liberdade de mim, é esse alguém que deve explicar por que faz isso. Não sou eu que tenho que explicar porque me sinto feliz quando eu colho uma flor, ou culpado por fazer isso, e todas as outras mudanças emocionais e demais razões de o porque eu gosto de colocar flores em um vaso quando eu as pegar“.
    Hoje, o problema principal é que depois da minha declaração, o processo legal vai começar. Primeiramente, é um problema pedir a alguém que é declaradamente consciente, que prove a sua consciência; e segundo, há o problema que não houveram debates o suficientes para entender o porque do estado-nação (ou melhor, a comunidade) está tirando a liberdade de alguém. Essa é basicamente uma questão de violência por parte do estado-nação“.
    Embora a Coréia do Sul tenha sido repetidamente lembrada pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU de que deveria reconhecer o direito da objeção consciente – tanto através das Observações Conclusivas ao estado, assim como em sua jurisprudência no caso do objetores conscientes da Coréia do Sul – isso não tem sido feito. Um projeto do governo anterior para introduzir o direito da objeção consciente foi derrubado pelo governo atual.
    Em novembro de 2010, 965 objetores conscientes estavam cumprindo sentenças nas prisões, de geralmente 18 meses. Atualmente, um dos casos das Observações Conclusivas que teve apelo junto à Corte Constitucional está pendente. Não obstante, as cortes continuam a mandar os objetores para a prisão.
    Cartas de apoio ao objetor de consciência Jiwahn Ahn podem ser enviadas para este endereço:
    Jihwan Ahn
    2568
    P. O. Box 164
    Geumcheon-gu
    Seul, República da Coréia
    153-600
    Tradução > Filipe Ferrari
    agência de notícias anarquistas-ana
    Uma flor desabrocha
    para a vida.
    Alegria no jardim.
    Aprendiz
  • [França] Manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo!

    [Grande jornada de luta, sábado, 7 de maio, em Notre Dame des Landes, ao norte de Nantes, pelo acesso à terra, contra o aeroporto e o seu mundo!]
    Por espaços insurretos, ocupemos as terras!
    Durante quarenta anos, os políticos e os construtores/empreiteiros alimentaram a idéia e prepararam o terreno para a construção de um novo aeroporto próximo de Nantes, com vista à satisfação dos seus vorazes sonhos de metrópole e de expansão econômica, numa área correspondente a 1650 hectares de terras agrícolas e pequenos povoados, chamado ZAD (Zona de Desenvolvimento Reduzido, dito doutro modo Zona a eliminar). O projeto do aeroporto de Notre Dame des Landes, que deveria ser enquadrado como um delírio obsoleto, está sendo adaptado para tornar-se um exemplo gritante do “capitalismo verde” e da sua arrogância ideológica.
    A luta contra o aeroporto encontra-se num ponto de virada com a assinatura em janeiro deste ano do contrato de construção e de exploração com a Vinci, empresa francesa líder mundial na prestação de serviços nas áreas da Construção Civil e Obras Públicas. A ofensiva propagandística em todas as direções é reforçada para justificar um projeto em relação ao qual os responsáveis têm a noção clara da sua fragilidade. Apesar da edificação das obras para os próximos anos, sabemos que esta luta pode ser ganha e estamos nos preparando para que toda a tentativa de construção seja barrada e lhes saia cara. Os exemplos das vitórias obtidas na região no passado, contra os projetos nucleares de Plogoff, de Carnet ou de Pellerin, revelam que as obras, mesmo as mais megalomaníacas, podem ser bloqueadas se a determinação for suficiente e se forem utilizados os meios adequados.
    Paralelamente, existiram numerosas ações em apoio às lutas dos agricultores e agricultoras e outros habitantes que resistiam, de tempos a tempos houve a necessidade de repetir passo a passo todas as lutas e, após dois anos, as casas e terrenos foram requisitadas pelos empreiteiros do aeroporto.
    Construiu-se uma base de resistência nas ZAD: cabanas nas árvores e no solo, jardins, casas reabilitadas, espaços de reunião e de trabalho, mas também uma padaria, um alojamento, uma biblioteca e um atelier de produção gráfica. Atualmente, contamos já com cerca de sessenta novos habitantes na ZAD, repartidos por cerca de uma quinzena de espaços.
    Integrada nesta dinâmica a manifestação de 7 de maio visa a instalação coletiva de um projeto agrícola em terrenos baldios para defender essas terras, viver aí e contribuir para a alimentação da ZAD e seus arredores.
    Esta iniciativa é fruto do encontro entre Reclaim The Fields, rede européia de agricultores e de sem terra, e dos ocupantes da ZAD. Destina-se a todos e a todas aqueles e aquelas que lutam para que a agricultura tenha futuro, que participam há longo tempo na resistência local e não querem renunciar e a quem quiser aderir à luta atualmente. Convidamos todos e todas para que este 7 de maio seja um momento de ação coletiva, de encontro e de festa, e propomos ficar nos dias seguintes para reforçar a instalação da ZAD.
    Pelo acesso à terra!
    Numerosos agricultores e agricultoras procuram cultivar a terra numa lógica crítica a uma indústria agro-alimentar, sinônimo de exploração econômica globalizada, de destruições ambientais e de formatação da gestão da sociedade. E encontram e têm de fazer em face de numerosos obstáculos. Um dos maiores problemas é a dificuldade de acessar a terra, fazer construção, do estrangulamento dos pequenos espaços agrícolas, da política de constante expansão das explorações agrícolas existentes.
    De vez em quando indivíduos ou coletivos, principalmente na cidade, pretendem encontrar meios de se alimentar em bases locais e de trocas diretas ou produzirem uma parte da sua alimentação. Este processo encontra-se também bloqueado pelas políticas agrícolas, pelas formas atuais de urbanização e de concentração de terras.
    Há um conjunto substancial de terras agrícolas na ZAD. Apesar das iniciativas realizadas ao longo de décadas para manter o seu uso, algumas estão transformadas em terrenos baldios, outras podem ter sido expropriadas, e ameaçam as existentes de que o arrendamento rural pode não ser renovado por causa do andamento dos trabalhos. Todas serão perdidas se o projeto do aeroporto chegar ao seu termo.
    A iniciativa do 7 de maio constitui uma etapa na construção de um movimento mais amplo para libertar as terras..
    Contra o aeroporto e o seu mundo!
    A luta contra o aeroporto de Notre Dame é uma luta que envolve as questões que nos unem, o cruzamento das problemáticas e pensar estratégias comuns. Através desta luta, combatemos a alimentação condicionada, a sociedade industrial e o aquecimento climático, as políticas de desenvolvimento econômico e de controle do território, as megacidades e a normalização de formas de viver, a privatização do comum, o mito do crescimento e a ilusão de participação democrática…
    Agora que as preliminares de construção se intensificaram, é necessário dar um novo fôlego a esta luta, que se opõe diretamente às perfurações, prospecções, inquéritos públicos, eventuais expulsões, aumentando a pressão sobre os responsáveis e decisores, assim como sobre as companhias ligadas ao projeto, e ainda criando momentos de ações coletivas de massas. A ocupação da ZAD é um das mais importantes entre todas as luta contra o aeroporto. Estas formas de ocupação de uma zona ameaçada permitem ligar construção e resistência. Elas conjugam experiências de vida e de produção e uma dinâmica ofensiva ao mesmo tempo que bloqueia eficazmente o avanço das obras do aeroporto.
    O aeroporto não passará!
    Não permitiremos que se construa!
    Contato: reclaimthezad[arroba]riseup.net
    Tradução > Liberdade à Solta

    [França] Manif-ocupação contra o aeroporto e o seu mundo!

    [Grande jornada de luta, sábado, 7 de maio, em Notre Dame des Landes, ao norte de Nantes, pelo acesso à terra, contra o aeroporto e o seu mundo!]
    Por espaços insurretos, ocupemos as terras!
    Durante quarenta anos, os políticos e os construtores/empreiteiros alimentaram a idéia e prepararam o terreno para a construção de um novo aeroporto próximo de Nantes, com vista à satisfação dos seus vorazes sonhos de metrópole e de expansão econômica, numa área correspondente a 1650 hectares de terras agrícolas e pequenos povoados, chamado ZAD (Zona de Desenvolvimento Reduzido, dito doutro modo Zona a eliminar). O projeto do aeroporto de Notre Dame des Landes, que deveria ser enquadrado como um delírio obsoleto, está sendo adaptado para tornar-se um exemplo gritante do “capitalismo verde” e da sua arrogância ideológica.
    A luta contra o aeroporto encontra-se num ponto de virada com a assinatura em janeiro deste ano do contrato de construção e de exploração com a Vinci, empresa francesa líder mundial na prestação de serviços nas áreas da Construção Civil e Obras Públicas. A ofensiva propagandística em todas as direções é reforçada para justificar um projeto em relação ao qual os responsáveis têm a noção clara da sua fragilidade. Apesar da edificação das obras para os próximos anos, sabemos que esta luta pode ser ganha e estamos nos preparando para que toda a tentativa de construção seja barrada e lhes saia cara. Os exemplos das vitórias obtidas na região no passado, contra os projetos nucleares de Plogoff, de Carnet ou de Pellerin, revelam que as obras, mesmo as mais megalomaníacas, podem ser bloqueadas se a determinação for suficiente e se forem utilizados os meios adequados.
    Paralelamente, existiram numerosas ações em apoio às lutas dos agricultores e agricultoras e outros habitantes que resistiam, de tempos a tempos houve a necessidade de repetir passo a passo todas as lutas e, após dois anos, as casas e terrenos foram requisitadas pelos empreiteiros do aeroporto.
    Construiu-se uma base de resistência nas ZAD: cabanas nas árvores e no solo, jardins, casas reabilitadas, espaços de reunião e de trabalho, mas também uma padaria, um alojamento, uma biblioteca e um atelier de produção gráfica. Atualmente, contamos já com cerca de sessenta novos habitantes na ZAD, repartidos por cerca de uma quinzena de espaços.
    Integrada nesta dinâmica a manifestação de 7 de maio visa a instalação coletiva de um projeto agrícola em terrenos baldios para defender essas terras, viver aí e contribuir para a alimentação da ZAD e seus arredores.
    Esta iniciativa é fruto do encontro entre Reclaim The Fields, rede européia de agricultores e de sem terra, e dos ocupantes da ZAD. Destina-se a todos e a todas aqueles e aquelas que lutam para que a agricultura tenha futuro, que participam há longo tempo na resistência local e não querem renunciar e a quem quiser aderir à luta atualmente. Convidamos todos e todas para que este 7 de maio seja um momento de ação coletiva, de encontro e de festa, e propomos ficar nos dias seguintes para reforçar a instalação da ZAD.
    Pelo acesso à terra!
    Numerosos agricultores e agricultoras procuram cultivar a terra numa lógica crítica a uma indústria agro-alimentar, sinônimo de exploração econômica globalizada, de destruições ambientais e de formatação da gestão da sociedade. E encontram e têm de fazer em face de numerosos obstáculos. Um dos maiores problemas é a dificuldade de acessar a terra, fazer construção, do estrangulamento dos pequenos espaços agrícolas, da política de constante expansão das explorações agrícolas existentes.
    De vez em quando indivíduos ou coletivos, principalmente na cidade, pretendem encontrar meios de se alimentar em bases locais e de trocas diretas ou produzirem uma parte da sua alimentação. Este processo encontra-se também bloqueado pelas políticas agrícolas, pelas formas atuais de urbanização e de concentração de terras.
    Há um conjunto substancial de terras agrícolas na ZAD. Apesar das iniciativas realizadas ao longo de décadas para manter o seu uso, algumas estão transformadas em terrenos baldios, outras podem ter sido expropriadas, e ameaçam as existentes de que o arrendamento rural pode não ser renovado por causa do andamento dos trabalhos. Todas serão perdidas se o projeto do aeroporto chegar ao seu termo.
    A iniciativa do 7 de maio constitui uma etapa na construção de um movimento mais amplo para libertar as terras..
    Contra o aeroporto e o seu mundo!
    A luta contra o aeroporto de Notre Dame é uma luta que envolve as questões que nos unem, o cruzamento das problemáticas e pensar estratégias comuns. Através desta luta, combatemos a alimentação condicionada, a sociedade industrial e o aquecimento climático, as políticas de desenvolvimento econômico e de controle do território, as megacidades e a normalização de formas de viver, a privatização do comum, o mito do crescimento e a ilusão de participação democrática…
    Agora que as preliminares de construção se intensificaram, é necessário dar um novo fôlego a esta luta, que se opõe diretamente às perfurações, prospecções, inquéritos públicos, eventuais expulsões, aumentando a pressão sobre os responsáveis e decisores, assim como sobre as companhias ligadas ao projeto, e ainda criando momentos de ações coletivas de massas. A ocupação da ZAD é um das mais importantes entre todas as luta contra o aeroporto. Estas formas de ocupação de uma zona ameaçada permitem ligar construção e resistência. Elas conjugam experiências de vida e de produção e uma dinâmica ofensiva ao mesmo tempo que bloqueia eficazmente o avanço das obras do aeroporto.
    O aeroporto não passará!
    Não permitiremos que se construa!
    Contato: reclaimthezad[arroba]riseup.net
    Tradução > Liberdade à Solta
    agência de notícias anarquistas-ana
    Noite escura
    Estrelas
    Pastam no chão…
    Maria do Céu Lopes Heinrich
  • [Grécia] Atacada e ocupada sede do Partido Socialista Grego em Patras

    A sede do Pasok (Partido Socialista Grego) da Rua  Gerokostopoulou, no município de Patras, foi atacada e ocupada por algumas horas nesta sexta-feira (13 de maio) por integrantes do movimento anarquista, em resposta aos acontecimentos dos últimos dias na Grécia: assassinato de um cidadão bengalês de 21 anos na madrugada passada, perseguição e agressão contra imigrantes, repressão policial durante a Greve Geral de 11 de maio e a cooperação entre o Estado e bandos fascistas.
    O escritório do Pasok, partido do atual primeiro-ministro grego George Papandreou, foi redecorado com várias pichações. Uma faixa foi estendida na fachada do prédio, e trazia os dizeres: “Nenhuma tolerância aos ataques fascistas” e “Silêncio é cumplicidade com os assassinos”. Também foram distribuídos panfletos aos transeuntes. 
    Fotos da ocupação da sede do Pasok:
    Fotos da manifestação contra a repressão policial ontem (12) em Patras:
    agência de notícias anarquistas-ana
    Hermética música
    há no silêncio da lágrima
    que salga o mar.
    Fred Matos
  • [Grécia] Imigrante bengalês é esfaqueado até a morte em Atenas; Manifestação contra a repressão e violência policial reúne milhares de pessoas

    Desconhecidos (provavelmente nazis) assassinaram a facadas um imigrante bengalês de 21 anos na madrugada de quarta para quinta-feira (12 de maio), no bairro Patissia, em Atenas.
    De acordo com informações disponíveis até o momento, dois homens em uma motocicleta perseguiram a vítima e, quando chegaram a ele o apunhalaram com facas e fugiram.

    A vítima foi levada às pressas para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

    Embora os motivos do assassinato ainda não sejam conhecidos, a possibilidade de um ataque racista é grande, uma vez que, segundo alguns depoimentos de testemunhas os criminosos estavam falando grego.

    Acredita-se que o assassinato se trata de uma represália contra o homicídio há dois dias de um cidadão grego de 44 anos que foi apunhalado por dois desconhecidos que queriam roubar sua câmera de vídeo, quando este se dirigia ao hospital com sua esposa que estava em trabalho de parto. Os imigrantes foram acusados da morte.

    Os nazis aproveitaram os rumores para empreender uma série de ataques contra os imigrantes, incluído agressões com armas brancas (paus, navalhas), deixando dezenas de feridos. Eles também atacaram estabelecimentos gerenciados por imigrantes.

    Manifestação contra a repressão e violência policial reúne milhares de pessoas

    Milhares de pessoas saíram novamente às ruas de Atenas hoje (12 de maio) em protesto contra a repressão e violência policial exercida ontem (11 de maio) em uma manifestação que feriu seriamente um ativista de 31 anos e que  se encontra hospitalizado em estado de coma.

    Durante o protesto desta quinta-feira, outra vez, os agentes antidistúrbios atacaram os manifestantes com gás lacrimogêneo e bombas de barulho. Os protestantes responderam com pedras e outros objetos. Várias batalhas campais tomaram conta das ruas do centro de Atenas.

    O clima na capital grega é tenso após os distúrbios das últimas 48 horas enquanto a crise econômica da Grécia completa um ano e o aumentou da violência nazi e os surtos de racismo e xenofobia nos últimos tempos contra imigrantes.

    Pelo menos outras 15 cidades gregas realizaram manifestações contra a brutal repressão policial durante a greve geral desta quarta-feira.

    Fotos da manifestação em Atenas:

    Vídeo de um grupo de nazis, com proteção policial, perseguindo e agredindo imigrantes em Atenas:

    agência de notícias anarquistas-ana
    É quase noite –
    As cigarras cantam
    Nas folhas escuras.
    Paulo Franchetti