Categoria: Notícias Libertárias

  • Em Breve Jornal Cordel Libertário

    Em Breve estaremos com o Jornal Cordel Libertário, e contaremos com a colaboração de diversxs companheirxs libertárixs e anarquistas de várias partes do Brasil. 

  • Comunicado para xs ouvintes e parceirxs

    Ouvintes e parceirxs da Rádio Cordel Libertario tivemos que dar uma pausa em nossas transmissões AO VIVO devido a diversas questões, mas estamos nos preparando para retomar as transmissões, e continuar debatendo e divulgando iniciativas libertárias e anarquistas ao redor do brasil e do mundo.
  • Comunicado para xs ouvintes e parceirxs

    Ouvintes e parceirxs da Rádio Cordel Libertario tivemos que dar uma pausa em nossas transmissões AO VIVO devido a diversas questões, mas estamos nos preparando para retomar as transmissões, e continuar debatendo e divulgando iniciativas libertárias e anarquistas ao redor do brasil e do mundo.
  • [Campina Grande/PB] Intervenções Marginais Agosto 2013

     
    INTERVENÇÕES MARGINAIS – AGOSTO 2013


    PRÓXIMO SÁBADO 17/08
    Sarau Poético + lançamento do zine Heresia Coletiva nº3 + banquinha de materiais libertarios + rango vegan
    às 19h na Praça da Morgação – Campina Grande – PB

    DIA 30/08
    Gig Dia de Cultura Punk
    às 15h na UEPB – Campina Grande -PB
    Entrada gratuita

  • [Campina Grande/PB] Intervenções Marginais Agosto 2013

     
    INTERVENÇÕES MARGINAIS – AGOSTO 2013


    PRÓXIMO SÁBADO 17/08
    Sarau Poético + lançamento do zine Heresia Coletiva nº3 + banquinha de materiais libertarios + rango vegan
    às 19h na Praça da Morgação – Campina Grande – PB

    DIA 30/08
    Gig Dia de Cultura Punk
    às 15h na UEPB – Campina Grande -PB
    Entrada gratuita

  • [Natal/RN] Jornadas Libertárias Setembro 2013

    Jornadas Libertárias de 11 a 13 de Setembro

    11/09 – 14hs: Abertura: Dinâmicas de Interação libertária;reciclando idéias

    12/09 – 19hs: Oficina: Pornodissidência e desconstrução de privilégio

    12/09 – 09Hs: Oficina: Bike (traga sua bike e ferramentas).

    12/09 – 14Hs: Oficina: Pornodissidência e Ação Direta

    12/09 – 19Hs: Video-DEbate: Um pequeno GRão de Areia (Mèxico,2005)

    13/09 – 09HS: Oficina: Stancils.

    13/09 – 14Hs: Oficina: Anarquismo e redescobertas alimentares

    13/09 – 19Hs: Anarquismo hoje; Contribuições e barramentos.

    Local: UFRN – NATAL/RN

    Mais informações: luz.anaquia@riseup.net
  • [Contagem/MG] Encontro Libertário Terra Preta 30/08 a 01/09

    Nos dias 30, 31 e 01 de agosto/setembro, acontecerá na Ocupação Guarani Kaiowá, em Contagem, o Encontro Libertário Terra Preta.

    Serão três dias de acampamento na comunidade com debates, oficinas, mesas, sarau, filmes, músicas, atividades culturais e outras atividades de cunho libertário. Três dias de vivência libertária e horizontal em uma comunidade de luta que abraçou a proposta do Terra Preta!

    O convite é aberto e feito à tod@s que desejam aprofundar o debate, o conhecimento e o contato com ideias, pessoas e relações autogeridas, horizontais e livres, além de dar mais visibilidade e força à luta por moradia na região metropolitana da capital.

    A participação é gratuita e a alimentação será feita de modo coletivo e solidário por tod@s.

    Em breve a programação será divulgada junto ao blog do Encontro, que terá mais informações e maiores detalhes.

    Saudações libertárias!

    Evento: https://www.facebook.com/events/609189439121777/?fref=ts
    Blog: http://terrapreta.pw/wp
    Mias infos: terrapreta@riseup.net

  • [Espanha] Após 8 dias, chega ao fim a marcha desobediente contra o TAV


    Em 1 de agosto, foi concluída em Donostia a bicicletada desobediente contra o TAV (Trem de Alta Velocidade) que durante uma semana percorreu diferentes localidades de Hego Euskal Herria realizando diversas atividades, ações, debates, protestos, etc. O final da bicicletada se deu com uma marcha a pé com as bicis à mão desde a praça Buen Pastor até o Boulevard. Neste último quilômetro transladamos o protesto contra o TAV e o modelo desenvolvimentista e capitalista que fomenta esta infraestrutura entre diferentes instituições promotoras desse projeto, dessa vez manifestando nossa oposição sobre as grandes infraestruturas que destroem a terra, reivindicando a desobediência como ferramenta para transformar a sociedade.

    Dessa maneira, lotamos a fachada da delegação do Governo Basco na rua Andia com adesivos com o lema “TAV Via Morta – AHT Bide Itsua”.

    Assim, as últimas notícias demonstram mais claramente que nunca que a construção do TAV e de outros projetos destrutivos, além de ser uma grave agressão à terra, não são mais que vias mortas, totalmente nocivos tanto do ponto de vista social como econômico.

    Isso evidencia o fracasso dos governos centrais, basco e navarro, que seguem teimosamente com o TAV apesar do fato deste modelo desenvolvimentista que fomenta esta infraestrutura nos ter conduzido a crise em que nos encontramos. Continuando o protesto contra o TAV seguiu-se até a delegação do Ministério da Fazenda, onde denunciamos o desperdício de recursos públicos destinados ao TAV. Em terceiro lugar, realizamos um protesto gráfico na sede principal da Kuxta-Bank, em cuja fachada desenhamos com giz colorido as silhuetas de pessoas e setores sociais afetados pela atual crise econômica e social (jovens, pensionistas, campesinos, donas de casa…). Finalmente, o quiosque do Boulevard acolheu o ato final dessa marcha em bici desobediente contra o TAV e a favor da terra. No dito ato procedeu-se a leitura do comunicado final e de uma carta dirigida ao preso Aitor Esnaola, campesino afetado pelo TAV.

    Uma vez terminada a leitura, várias dezenas de participantes da marcha subiram ao quiosque para cantar alguns versos contra o TAV e dessa maneira se concluiu a marcha com grande humor.

    MARCHA BICICLETEIRA DESOBEDIENTE CONTRA O TAV. COMUNICADO FINAL.

    Depois de oito dias pedalando e percorridos 356 quilômetros das terras de Hego Euskal Herria afetadas pelo TAV, essa marcha desobediente chega ao seu fim. Nessa marcha enchemos nossas mochilas com mais razões ainda, para seguir lutando contra essa infraestrutura:

    • Sofremos ao contemplar de perto a destruição da terra que nos protege e nos alimenta.

    • Nos indignamos junto aos campesinos que sofrem a imposição e o menosprezo das diferentes administrações.

    • Conhecemos os grupos locais que seguem lutando contra o despautério dessa obra.

    • Gozamos com as belezas dos rincões da terra que estamos defendendo.

    • Reafirmamos a desproporção e inutilidade dessa obra que toma todo o dinheiro e recursos imprescindíveis que satisfariam as necessidades básicas do povo.

    • Compartilhamos as vivências dos vizinhos que lutam para recuperar a terra expropriada.
    • Solidarizamos com os coletivos que lutam contra outros projetos destrutivos.

    • Desfrutamos da generosidade dos povos e vilas resistentes que nos receberam de braços abertos.

    Essa marcha nos reafirmou a eficácia e o poder da desobediência:

    • Introduzimo-nos em suas obras sem permissão para mostrar à sociedade a destruição que querem ocultar.

    • Utilizando suas altas gruas para colocar nossas reivindicações nas alturas.

    • Nos algemando aos trens e evitando que usem nosso dinheiro para a destruição.

    • Superando as proibições policiais, utilizando nossos corpos nus para difundir nossa mensagem.

    • Reivindicando a doçura da torta desobediente frente à milhares de banhistas na praia.

    • Semeando a semente da desobediência valendo-nos da atmosfera imbatível que temos vivido em grupo.

    • Em uma palavra: fortalecemos nossa autoestima coletiva para a desobediência.

    Por meio dessa marcha, ficou mais claro que nunca a diferença entre duas formas de entender a vida: a da alta e a da baixa velocidade, simbolizadas respectivamente pelo TAV e pela bicicleta:

    • A alta velocidade promove a destruição, a morte, o espólio, o individualismo, o estresse e a enfermidade. O caminho não importa, só a meta. Para chegar ao destino tudo vale.

    • A velocidade lenta, em troca, possibilita a vida, a saúde, a tranquilidade, o equilíbrio e respeito com a natureza e com o resto dos povos; facilita a relação e a solidariedade entre o viajante e a vizinhança. A meta é o caminho em si.

    Esperamos que as sementes de desobediência semeadas nessa marcha deem seus frutos. Temos que recuperar o que destruíram e espoliaram. Aprendamos das cabras que vivem em túneis escavados nas entranhas de Udalaitz, convertendo-os em insólitos estábulos de vários quilômetros. Façamos como os campesinos que empregam os túneis para acumular lenha e fardos de palha. Recuperemos as terras expropriadas para infraestruturas e plataformas logísticas, convertendo-as em saudáveis hortas. Transformemos essa irracionalidade em pista de bici mais cara do mundo. Sigamos definitivamente avançando pelo caminho da desobediência que percorremos nessa marcha bicicleteira.

    UTILIZEMOS A DESOBEDIÊNCIA COMO ARMA PARA DEFENDER A TERRA.

    AHT – TAV STOP

    Galeria de imagens:


    Tradução > Tio TAZ

    Notícia relacionada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    Ninho de colibri,
    no cantinho da varanda,
    no vaso de avenca.

    Angela Togeiro Ferreira
  • [EUA] Centro Social Gato Selvagem de Seattle fecha suas portas


    Comunicado:

    Enquanto membros do coletivo Gato Selvagem (Wildcat), estamos tanto aliviados quanto chateados em anunciar que o favorito e minúsculo centro social irá fechar suas portas no dia 15 de agosto.

    Desde sua abertura em fevereiro de 2012 no cruzamento carregado de política das avenidas 23 e Union no Distrito Central de Seattle, o Gato Selvagem sediou dezenas de eventos de discussão, jantares e filmes. Também abrigou L@s Quixotes, uma biblioteca radical de empréstimo com uma grande coleção de livros antiautoritários e horários de abertura consistentes. Abrimos o espaço durante o refluxo crucial entre o desalojo do acampamento Descolonize/Ocupe Seattle no Colégio Comunitário Central de Seattle e o 1º de Maio de 2012. Sem o Ocupa ou o centro social Autonomia, a crescente e de formação solta rede antiestado/anticapitalista precisava desesperadamente de um novo ponto de encontro para continuar a criar novas formas de sociabilidade e descobrir novas afinidades. Por um tempo, o Gato Selvagem era exatamente isso. Verdadeiro à nossa missão, nosso cubículo de três quartos foi “um trampolim para camaradas se conhecerem e lançar suas lutas coletivas na direção da liberdade”.

    Ao longo da primavera de 2012, o Gato Selvagem foi um centro coordenador de cartazes promovendo o que teria sido um 1º de Maio inesquecível. O espaço animou os finais de semana de verão, enquanto as pessoas circulavam provenientes do restaurante Churrasco e Comida Para Todos do outro lado da rua, em frente ao predominantemente vazio edifício Horace Mann, um local de disputa histórica no Distrito Central. Em conjunto com o Centro de PAZ Umoja fest (Umoja fest PEACE center), também do outro lado da rua, o Gato Selvagem ajudou a espalhar sentimentos antipolícia e antigentrificação na vizinhança. Cidadãos de bem destacavam os graffitis, os cartazes e as manifestações.

    Infelizmente, construtoras estão planejando atualmente destruir o bloco sudeste da 23 com a Union para construir um prédio gigantesco similar aos que existem na Capitol Hill. Este desenvolvimento pode destruir definitivamente o Umoja e o comércio pertencente aos negros – e marrons – localizados nas proximidades do centro social. Tendo em vista que não temos nenhum amor pelos empreendimentos capitalistas no geral, reconhecemos que projeto de desenvolvimento é mais um passo em um processo que está transformando Seattle rapidamente em uma zona morta estéril, de preços exagerados e embranquecida. Neste contexto, é muito triste ver o Gato Negro indo embora. Os yuppies teriam nos odiado muito, muito mesmo.

    Não é nenhum segredo que o espaço tem passado por dificuldades financeiras desde o último outono. Nós achamos que isso aconteceu principalmente como um resultado dos ataques da repressão contra anarquistas no Noroeste que começaram logo após o 1º de Maio de 2012. A impressionante quantidade de energia e financiamento que todos nós colocamos no sentido da grande resistência jurídica infelizmente minou muitas vidas do Gato Negro, e nunca nos recuperamos de fato. Lamentavelmente, esse é exatamente o tipo de dano que os agentes do Estado pretendiam infligir quando iniciaram operações de contrainsurgência como esta massiva investigação jurídica.

    O Estado mobiliza suas forças repressivas não só para espalhar o medo, desencorajar a ação e sufocar a energia rebelde, mas também para lançar-nos em uma ansiedade hiper-reativa que com muita frequência interrompe objetivos a longo prazo e projetos infraestruturais. E de fato, enquanto estávamos ocupados cifrando suporte para nossos camaradas e tomando conta uns dos outros, às vezes negligenciávamos o espaço e não promovíamos nossos eventos apropriadamente. Felizmente, o novo café anarquista “Black Coffee” (Café Negro) estava lá para compensar nosso declínio. Seu tamanho e local (alguns quarteirões distante do local original do acampamento Ocupa na Capitol Hill, a vizinhança residencial mais densa de Seattle) torna o espaço perfeito para acolher os grandes eventos que iriam inundar os alojamentos apertados do Gato Negro. Mas, visto que dependíamos sobretudo de doações em grandes eventos para financiamento, o desabamento começou. Agora estamos de cabeça erguida e prontos para chamar seu fim.

    Tudo isso soa muito deprimente, mas não se desespere! Todo fim abre oportunidade para um novo começo. Já está sendo discutida a abertura de um novo centro social em Seattle, então mantenha seus ouvidos atentos.
    Isso nos deixa reflexivos sobre como podemos fortalecer nossos projetos para que permaneçam de pé quando a próxima crise aparecer. Como podemos criar uma infraestrutura sustentável e antagônica em uma cidade cara como Seattle? Que tipo de modelo de centro social poderia funcionar aqui? O que precisamos em um espaço anarquista que já não é providenciado pelo Café Negro e pela Livraria da Margem Esquerda (Left Bank Books)? Como pode um espaço anarquista se tornar relevante para a vizinhança ao seu redor? Estas são questões que precisam de resposta como uma forma de descobrir o que será necessário para abrir outro espaço¹.
    Por enquanto, por favor, venha para a festa de despedida do Gato Negro, na sexta-feira, dia 9 de agosto, começando as 20h. E, se você não se importar, traga alguns dólares para bebidas e guloseimas para que possamos pagar nossa absurda conta de eletricidade. Ou então, se você não puder comparecer à festa, faça sua doação aqui: https://www.wepay.com/donations/87344.

    Solidariedade para sempre,

    The Wildcat – O Gato Negro

    Tradução > Malobeo

    [1] Em setembro, provavelmente, haverá uma discussão aberta sobre espaços anarquistas em Seattle que tem o intuito de responder algumas dessas questões.

    agência de notícias anarquistas-ana

    notícias do sol –
    os pássaros da manhã
    cantam na varanda

    Zemaria Pinto

  • [Grécia] Sobre o desalojo das 3 okupas em Patras

    Patras, 5 de agosto de 2013

    Nas primeiras horas da última segunda-feira, 5 de agosto, às 06h30, teve lugar em Patras uma vasta operação das forças de segurança, a fim de expulsar o espaço autogerido okupado “Espaço TEI – N. Gyzi”, a okupação “Maragkopouleiou” e a histórica “Okupação Parartima”. Dentro de um clima policial e absolutamente repressivo, com os policiais prendendo cinco companheiros que estavam naquele momento na okupa Maragkopouliou, e detendo vários solidários no lado de fora do edifício, bem como em outras partes da cidade, o Estado realizou outra prova de força e de cunho “democrático”, continuando com seu movimento que começou há alguns poucos meses contra as okupas e os espaços de luta de toda a Grécia.

    Frente ao ataque da Dominação contra os que escolhem lutar e definem eles mesmos suas vidas, o que precisamos contrapor é a solidariedade e a nossa luta social, diária e multiforme. As okupações, como parte integrante desta luta, não constituem para nós ilhas de liberdades utópicas, mas sim focos de ruptura e resistência, bases de companheirismo em nossa guerra contra o Estado e o Capital, contra todo tipo de opressores. As okupações não são suas paredes, por isso não morrem uma vez que essas são tomadas através da repressão. Como parte da nossa luta, são as próprias pessoas que as compõem, que as convertem em espaços vivos de criação, de expressão, de solidariedade e de resistência. Enquanto essas pessoas não desistirem de lutar, os ataques contra as okupas não conseguirão mais que enfurecer-nos e reagrupar-nos ainda mais. É possível desalojar e lacrar os prédios, mas as ideias permanecem firmes e fortes no tempo. Se temos algo a dizer aos líderes desta operação grotesca é que não temos medo, que não nos assustamos e que vamos continuar presentes.

    Solidariedade com os compas das okupas processados!

    Não nos dão medo – Nos dão raiva!

    Anarquistas Solidários

    Notícia relacionada:

    agência de notícias anarquistas-ana

    Haste de bambu;
    uma viola que chora,
    sob a ventania.

    Álvaro Cardoso Gomes